Pular para o conteúdo principal

4º Boletim Manifesto

Aos poucos, as novidades do ano novo começam a pintar no reino dos Quadrinhos, e como você poderá ver por este boletim de estréia, não falta diversidade de conteúdo e de estilo, para todos os gostos. Mas antes de partir para as boas novas, tenho de dar alguns recadinhos, por isso, anota tudo aí, intrepid one!
O primeiro deles é que os exemplares de Quando Surgem os Super-Heróis, A Saga dos Super-Heróis Brasileiros e Almanaque de Quadrinhos 1 se esgotaram rapidinho, ainda em dezembro. Contudo, ainda tenho em estoque algumas poucas unidades do livro A Era de Bronze dos Super-Heróis – R$ 30,00 (Troféu Bigorna de “Melhor Livro Teórico sobre Quadrinhos de 2008”), e do gibi Meteoro Comics – R$ 3,00. O interessado deve entrar em contato comigo por aqui, para saber como adquiri-los (preço final com correio e forma de pagamento).
E na última enquete do Manifesto (ver na lateral da página), o bom e velho Fantasma levou a melhor sobre a concorrência, faturando 44% da preferência popular, juntando-se aos outros vencedores, Jack Kirby e Dr. Octopus, na parte mais alta do podium. É bom dizer que não há nada de oficial ou “científico” nessas “pesquisinhas”, que valem mesmo pelo prazer da diversão. Por isso, interaja. Vote! Comente! Dê sua sugestão para futuras enquetes. Afinal, gibi pode até ser uma coisa séria, mas antes de tudo, ele é legal pra caramba!


Roteiro Para Histórias em Quadrinhos
Se existe alguém que entende de roteiros nesta terra tropical, este alguém é Gian Danton. Em sua identidade secreta trata-se de um pacato Professor universitário de Macapá, mas quando a mesmice e o lugar-comum se prontificam a atacar, ele saca o superteclado de seu computador para produzir o que há de melhor na Arte Seqüencial.
Com passagens memoráveis por publicações seminais como Calafrio e Manticore; uma das famosas edições War da Opera Graphica (em que reescreveu clássicas HQs de Colonnese) que tive a honra de editar; além de vários e merecidos prêmios aqui e acolá, o sujeito está mais do que gabaritado para a nobre tarefa de produzir uma obra como Roteiro Para Histórias em Quadrinhos, lançamento da Editora Popmídia. Para saber mais, acesse seu blog Idéias de Jeca-Tatu.


A Leitura dos Quadrinhos
Outro livro teórico bacana que chega às livrarias este mês, escrito por mais um professor universitário e especialista das HQs: Paulo Ramos – jornalista e dono do prestigiado Blog dos Quadrinhos.
“Quais as características dos quadrinhos? Como funciona o balão? Que papel exercem as onomatopéias, a cor e os personagens nessa forma de linguagem? Quais são exatamente os gêneros dos quadrinhos?”
As respostas para essas e outras indagações você encontrará na publicação de 160 páginas (R$ 23,00), que faz parte da coleção Linguagem & Ensino, da Editora Contexto. Ramos propõe um verdadeiro “raio-x” sobre a linguagem das HQs, esmiuçando também os diferentes gêneros que as compõem, como as tiras, o cartum, a charge e outras variadas formas de produção.


“A estréia de Conversor”Chegou às minhas mãos a terceira edição da revista independente Campana, com aventuras dos personagens Conversor e Blagster (de autoria de Sandro Marcelo), e Judas Sangrento (de Leonardo Santana). A revista, em formato meio-ofício, capa em 4 cores e 56 páginas em P/B, vem com o selo do Projeto Continuum – evidenciando que o ditado “a união faz a força” é regra da boa no circuito alternativo da HQB.
Sandro é um autor prolífico, que consegue trabalhar vários temas (western, ficção científica, aventura) com bastante entusiasmo. Tivesse ele um acompanhamento editorial profissional, seria devidamente lapidado para galgar maiores degraus. Principalmente como roteirista. Prova disso, é o aval que recebe de feras como Antônio Cedraz, Jean Okada e Eloyr Pacheco (entre outros), na seção de cartas da revista. Para entrar em contato com ele, clique aqui.


Cafezinho maneiro, esse!Ao fuçar em minha caixa de correspondência, essa realmente me pegou de surpresa. Sim, pois quando você passa uma boa temporada só lendo aracnídeos, caubóis e morcegos, dar de cara com amores perdidos e poesia faz com que você se sinta o Incrível Hulk! Hã... bem, mas como todos nós sabemos, o Verdão é puro coração de manteiga...
Café Espacial 3 é o que podemos classificar de “publicação chique”. Com um acabamento gráfico de primeira, chamá-la de “gibi” ou “revista em quadrinhos” não condiz exatamente com a verdade. Em suas páginas, há uma mistura equilibrada de HQs com entrevistas, artigos sobre música, cinema, e reviews inteligentes. Produção independente do jovem “veterano” Sergio Chaves, os quadrinhos de Café Espacial lidam com dramas urbanos e com os anseios da juventude moderna (Paul Pope ficaria orgulhoso). Em seu bojo, uma equipe de colaboradores de primeira linha, como DW Ribatski; Sueli Mendes; Fernanda Chiella; e Mariana Guerra e Mario Cau – autores de “Folhas Secas”, a minha preferida na edição. Acesse o site da turma pra saber como conseguir o seu exemplar.

E por aqui me despeço, ainda baqueado pela febre que adquiri em minha última missão na Latvéria. Mas não há de ser nada, afinal, o show não pode parar.

Ta falado!

© Copyright Roberto Guedes

Comentários

Paulo Joubert disse…
Fala, Guedes! Avise por gentileza quando sair nova edição do livro sobre os heróis brazucas, único seu que me falta. Ou se posso achá-lo na Livraria Leitura, aqui em BH/MG ou em outra. Da próxima, não vá à Latveria sem tomar vacina contra DESTINICE! Abç e rápida recuperação! Pejota
Wendell disse…
Fala Guedão!

Na enquete do herói clássico mais legal de todos os tempos não votei por falta de embasamento mesmo, mas na enquete do melhor vilão do Aranha criado por Lee e Ditko votei no Dudu. Além da descoberta da identidade do alter ego mascarado do Peter o cara matou a minha Gwen, poxa!
Tá certo que ele foi... voltou... mas até o Harry fez isso! (Êta Quesada!).
Agora o cara é o bam bam bam do Reino Sombrio. Eu particularmente gosto dessa abordagem de manipulação da mídia, canalhas se passando por salvadores e coisas do tipo. Bem real não? rsrs
Creio que foi o Ellis e os seus Thunderbolts que deram o pontapé incial dessa nova fase da Marvel. Vamos ver no que vai dar, pelo menos vejo personagens como o Dr. Estranho voltarem ao foco.
Falando na Gwen, a algum tempo venho querendo te pedir para falar do amor de Peter e Gwen. Ela foi o maior amor dele? De longe é minha preferida.

Abraços!

Wendell.
abelrod disse…
Oi, Guedes! Falando em livros, ontem no Estadão saiu uma notinha/resenha sobre o Marvel Chronicle, a história da Marvel ano a ano. No Amazon dá pra ver algumas páginas e parece ter um estilo mais "Guia Visual".

Abraços!

Abel
Anônimo disse…
Fala Guedão, tudo bem?
Estou finalizando a leitura dos seus livros e gostaria de comentar algumas coisas que me
surpreenderam, digo, quando "caiu a ficha", por assim dizer. Vejamos:

Quer dizer que quando meu pai comentava comigo sobre os gibis que ele tinha lido, estava se referindo às histórias da Era de Ouro? Por isso citava muito o Namor, por exemplo, do qual
era fã. Aqui vai um parênteses:
comentei há algum tempo nas listas que meu pai dizia que o Namor no início não voava e só passou a fazê-lo quando adquiriu (não lembro como) aquelas asinhas nos tornozelos. Fui execrado
pela turma que disse que isso
era um absurdo. Mas que o meu pai falou, falou. E aí? É fato ou não?

Continuando... então, quando fui influenciado pelos Patos e Ratos do velho Walt, nos anos 50, isso ocorreu porque os super-heróis estavam em baixa nessa época, enquanto que os "animais falantes" estavam em alta, devido ao famigerado Código de Ética da época. Veja você que até as revistas da Abril tinham um "selinho" na capa atestando o tal Código de Ética. A influência chegou até aqui no Brasil.

Bom, vai daí que, quando nos anos 60, eu já mais grandinho, comecei a ler algumas revistas de super-heróis que eram do meu primo mais novo, estava vivenciando os Anos de Prata. Particularmente, dessa época, mais me marcou o Surfista Prateado. E, pouco mais tarde, mais ainda ao descobrir como
soava legal o nome dele em
inglês: SILVER SURFER.
Demais!!!!

Agora, mais me surpreendeu descobrir que a Era de Bronze vai de 1970 à 1985! Pensei que seria bem mais tarde, final dos anos 80 e começo dos 90. Aquela fase das Graphic Novels e séries, reinventando a vida dos "supers". Colocando-os mais dentro da realidade. E perdendo um pouco
a graça que eles tinham, é verdade.

Mas com uma qualidade de desenho e de apresentação gráfica própria, não para garotos, mas para colecionadores. Que
fase seria essa? Era de Lata? Ah, ah, ah...
Abração do

Cesar

P.S.: tenho lido o "Manifesto" e achei muito bom o "De novo,
novamente, outra vez", assim como o "quarto
boletim". Muito bom mesmo!
Fábio Lopes disse…
Registrando a visita...Parabéns pelo blog...
Roberto Guedes disse…
Vamos às respostas:

Cesão - Sim! Namor, Tocha Humana, Capitão Marvel, Superman, Batman são todos oriundos da Era de Ouro, época em que nossos pais leram os primeiros suplementos e gibis.

O Namor sempre teve as asinhas nos pés. Era algo que servia pra diferencia-lo, não só dos humanos, mas também dos habitantes de Atlântida, que tinham a pele azul. Namor é um mestiço, mas também um mutante, por causa dessas mesmas asas.

A Era de Bronze realmente é de 1970 a 1985, e engloba as graphic novels e minisséries. O que acontece, é que aqui no Brasil esses formatos diferenciados demoraram pra chegar, causando uma certa confusão no pessoal.

Lá fora, desde o final dos anos 1970 esses formatos já eram explorados, mas aqui só foram investir neles a partir da 2ª metade dos anos 1980.

As "Eras" descritas nos livros, se referem ao mercado de quadrinhos original, ou seja, o americano. De uma maneira geral, o mercado brasileiro sempre foi contemporâneo aos lançamentos gringos, mas a partir dos anos 1970, com a saída dos heróis Marvel da EBAL e sua constante mudança de editoras, houve um certo "descompasso" com o mercado gringo, causando esses atrasos. Isso durou até meados dos anos 90, quando a coisa ficou mais ou menos equibilibrada.
-----------------------

Abel - Dei uma olhada. Tom DeFalco e Peter Sanderson sabem tudo de Marvel. Com certeza se trata de um material de primeira pros fãs!
------------------------

Wendell - Realmente os vilões de Lee/Ditko e Lee/Romita são fantásticos, mas o Duende original é qualquer coisa além. Estou contigo nessa. Aliás, em relação a doce Gwen também. Mas... outro texto sobre a loirinha?! rsrsrs Prometo pensar no assunto, chapa!
------------------------

Paulo - Pois é, os dois primeiros livros acabaram rapidinho. O 3º saiu na mesma medida, a diferença é que tinha/tenho mais exemplares do Era de Bronze em estoque. Mas não se preocupe... quem sabe não pinta uma reedição dos primeiros num futuro próximo, não é?

No mais, abraços meteóricos a todos!