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8º Boletim Manifesto

Muita coisa boa anda rolando nos bastidores da criação, e o velho ditado “quem procura, acha” nunca foi tão verdadeiro, meu chapa. Por isso, levanta a cabeça, estufa o peito, fita os olhos no horizonte e parte pra luta. Afinal, quem trabalha, conquista – já dizia o meu bom e saudoso paizão.

Toda essa introdução de apelo épico é só para atiçar sua curiosidade e esquentar as turbinas pra enxurrada de petardos editoriais de minha autoria que, em breve, estarei divulgando no Manifesto (como a republicação de algumas HQs antigas da Fire Comics, que comentei na postagem anterior por exemplo), e, agora, também no Twitter. É só clicar aqui, que o intrepid one poderá me acompanhar em comentários mais ligeiros, mas nem por isso menos importantes, OK? Um brinde ao Guedão, por favor!

Mas por hora – e pra não perder o costume – o nosso
já tradicional Boletim traz algumas dicas de leitura que,
tenho absoluta certeza, farão a cabeça do ávido e sedento
buscador de emoções via linhas impressas.

Pra começar, procure na livraria mais próxima o livro Nossos Deuses São Super-Heróis, de Christopher Knowles (Editora Cultrix), que apresenta em um texto elucidativo as influências ocultistas (possíveis ou não) que determinaram a criação de vários ícones da Arte Seqüencial.

Seria o Capitão Marvel um maçom do 33º grau? Hulk e Batman são mesmo as encarnações modernas do Golem, a figura mítica da Cabala judaica? E Lex Luthor? É de fato uma versão científica do bruxo inglês Aleister Crowley? Pra completar, ilustrações sensacionais de Joseph Michael Linsner, como a capa que remonta à Última Ceia, de Leonardo da Vince, com heróis genéricos no lugar de Jesus Cristo e os apóstolos.

Outra edição que caiu em minhas mãos (com dedicatória e tudo) é o fanzinão Coleção Kung Fu da EBAL, de autoria do roteirista, pesquisador e editor independente José Salles.

Em suas 150 páginas encadernadas
em espiral com capa plástica
protetora, Salles esmiúça número a número o lendário magazine dos anos 1970 que publicou material de Marvel, DC, Charlton e quadrinho brasileiro, entre outros.

Destaque também para as vistosas ilustrações que recheiam o miolo, como as capas de Neal Adams, as splash pages de José Menezes e Paul Gulacy, e até algumas cenas delineadas por Jack Kirby (de uma raríssima HQ do personagem Richard Dragon). Pra entrar em contato com Salles, basta clicar aqui.
Por fim, o escritor e roteirista Alexandre Lobão estará neste
sábado (3 de outubro) autografando seu novo livro, Uhuru,
na Livraria Cultura do Shopping Casa Park, de Brasília, a partir das 16h. Lobão costumava roteirizar as HQs de Ultrax, super-herói espacial do genial E.C. Nikel – que, inclusive, ilustra o livro de Lobão (convenhamos isso que é parceria das boas).

Uhuru é um menino magrelo e bom de bola, e sua história fala a respeito de liberdade, superação, amor e coragem. Pra ficar por dentro de toda a agenda de Lobão, basta visitar o seu blog Dicas do Alexandre Lobão.
No mais é isso. Até daqui a pouco!

© Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

Comentários

Anônimo disse…
Beleza Guedes.
Boas dicas.
Gostei do livro dos Super-heróis endeusados.
Parece bem interessante.
Também gosto deste tipod e fanzine que esmiuça uma coleção, no caso a do Kung Fu - Ebal.
Abraço.
Andre Bufrem
Valcir disse…
Guedes,

Capa muito polêmica sobre a Santa Céia. José Salles sempre um indomável editor independente e o Lobão, meu amigo, um incansável roteirista.
Boa sorte a cada um, e a você, em seus projetos.
Desculpe-me a pressa, mas hoje o trabalho está puxado.
Regina disse…
Gostei das dicas e do novo formato do Blog.
Um brinde ao Guedão!!!
Bjs.
izely guedes disse…
Primo, desculpe, mas com essa foto a matéria ficou em segundo plano! rs...
Brincadeiras à parte, adorei a cara nova do blog e mais ainda a referência ao meu amado tio.
Parabéns e brindemos ao seu sucesso!!!! beijos...
Carlos disse…
Finalmente descobrimos sua "fonte" de inspiração, intrépido escriba: a "garrafinha" de uísque ao seu lado. hehehe
Edson disse…
Guedes, esse livro dos Deuses Super-Heróis parece interessante, acho que vou correr atrás.

Falando em livro, recebi o Era de Bronze de sua autoria. Caramba! Fantástico! Que livrão, intrepid one! Você é o cara (o Stan Lee também, mas vc é o nosso cara! hahaha).

Abração e tudo de bom.
Thomaz Amorim disse…
Guedes,

Será que os pesquisadores devem mesmo dar como sugestão esse livro do Sr. Christopher Knowles? Além de ser um péssimo pesquisador, pois não se aproveitou das primeiras versões dos Caçadores do Desconhecido e do Visão que são realmente personagens de origens relacionadas ao oculto; o sr. Knowles ainda define de maneira muito equivocada o que é paganismo, ciências ocultas. Além disso tudo, a conclusão do livro chega as raias de contradizer toda a elocubração que ele faz em suas maçantes 242 páginas... Por favor...

Grande abraço.
Roberto Guedes disse…
Thomas, toda vez que um autor aborda temas políticos e/ou religiosos corre o risco de gerar polêmica, embora - em minha humilde avaliação - entenda que Knowles tenha se mantido imparcial em suas colocações no transcorrer do livro.

Também não concordo que a leitura seja maçante, muito pelo contrário (!), achei bem leve, elucidativa e direta (mesmo para os leigos em Comics), além de tratar de um assunto pouco explorado nos livros teóricos de HQs.

O fato também de não ter citado esse ou aquele personagem (em uma quantidade praticamente infinita de possíveis exemplos) não deve diminuir em nada seu trabalho, pois se percebe que o pesquisador concentrou-se mesmo nos personagens mais famosos.

Da minha parte – para não dizer que tudo são flores – alguns títulos e nomes de super-heróis foram traduzidos de maneira equivocada, e também uma argumentação de Álvaro de Moya (figura da qual sou fã de carteirinha) na introdução, em que aponta um erro cometido por Knowles, mas que, na realidade, não consta do livro.

Mas claro, é apenas o meu ponto de vista.
Abração!
Sil disse…
Beto, adorei sua foto!!!! hihihihi Parece um artista!
Anônimo disse…
Guedes, recebi o Gibilândia 1 e o A Era de Bronze dos Super-Heróis. Parabéns pelo excelente trabalho. Gostei de saber que Meteoro e cia voltarão em grande estilo. Gosto dos seus personagens pois eles possuem personalidade e graça. E quando a gente conhece o autor pessoalmente, percebemos o quanto de você há naqueles quadrinhos. Formidável a aventura de Meteoro no futuro, reli esses dias. Chega a ser tocante a amizade entre o herói e o velhinho Janio Zitto. Quero mais.
Quanto às dicas do Boletim, o livro de Knowles é bem interessante, já tinha lido no meio do ano; e o fanzine do Kung Fu entrarei em contato com o editor pra adquirir.
Grande abraço e bom final de semana.

Leonardo
Anônimo disse…
Roberto,

Concordo com você sobre o Livro do
Knowles que também li. é uma leitura interessante sobre a possível origem de vários heróis. E ele fez isso deltalhando década a década. Só achei que faltou uma consideração maior ao Stan lee, pois ele criou vários dos heróis citados e mudou o rumo dos comics.

Valeu!!!

REginaldo(kirby)Borges
Thomaz Amorim disse…
Guedes,

O problema que eu vi no livro não foi um problema simples de tradução (o que devemos perdoar, pois as traduções nos livros teóricos muitas vezes pecam). O que notei, na realidade, foi um erro de conceitos.

O autor confunde paganismo com esoterismo com Rosa Cruz com mitologia, etc. Isso cria uma enorme confusão com relação a sua própria análise. Entretanto, o que é mais prejudicial é o fato de ele não se decidir por uma abordagem autor-personagem ou por uma abordagem personagem-contexto. Esse, para mim, é o erro mais grave fazendo com que suas aproximações sejam meramente falácias. Nós mesmos poderíamos fazer a mesma abordagem, dizendo que o personagem Meteoro trata-se de um Golem seu e, por isso, você seria ligado às religiões judaicas, ou dizer que o construto meteoro seria um personagem baseado nas suas vivências místicas-holísticas, pois baseia-se num contexto em que a luz, principal espectro de energia no esoterismo teria uma influência primordial. Vê como isso soa ridículo?

Grande abraço de seu fã,
Thomaz Amorim.
Lucas disse…
Fico no meio termo entre a análise do Thomas e a sua, Guedes. Eu li o livro e adorei, mas também achei forçado a ligação entre Batman e Gólem, embora o Hulk tenha tudo a ver, ainda mais se levarmos em conta que Lee e Kirby eram judeus. bom, Bob Kane também, então sei lá...

Aliás, Thomas citou Meteoro como exemplo, e eu não sei se você é judeu, Guedes (acho que não, pelo seu nome, digo), mas lembro da origem messiânica de seu personagem, digo, àquela versão de 1997, em que ele pede aos céus pelos seus poderes, e noto a semelhança do símbolo peitoral do Meteoro, que evoca a Estrela de Davi (um símbolo ocultisa?), além das cores predominantes de seu uniforme (azul e branco), as mesmas da bandeira israelense.
Muito interessante, há de se convir...
Roberto Guedes disse…
Lucas, achei bem interessante as comparações que você fez do Meteoro, mas minha descendência é européia (uma mistura entre as portuguesa, italiana e austríaca) - quer dizer, pelo menos até onde constatei.
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Thomas, sinceramente achei que o autor explicou bem as características e diferenças entre mitos, ocultismo e sociedades secretas - sendo que boa parte dessas é calcada filosoficamente em lendas, ou em histórias consideradas como tal pela ordem vigente das coisas.

Daí, muito provavelmente, a razão de ser da expressão "Nova Ordem dos Antigos Mistérios", que enfatiza uma volta às raízes pagãs e/ou mitológicas de grupos ligados ao movimento New Age.

Também achei estranho Knowles dizer que a pregação protestante é "morna" (ao se referir ao pastor de O Reino do Amanhã), quando sabemos que é exatamente o contrário - e nem me refiro aqui às congregações de movimento pentecostal, senão já viu -, porém ainda considero esses pontos (negativos) como coisas menores dentro de uma obra diferente e muito interessante. Até o fato de estarmos aqui falando sobre o livro reforça essa minha convicção.
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Reginaldo, Stan é citado inúmeras vezes e sempre em alta conta. Mas como Álvaro de Moya apontou no prefácio, Kirby é o "deus" do autor.
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Leonardo, obrigado pelos comentários. Fico muito satisfeito em saber que você gostou tanto daquela HQ curtinha do Meteoro.
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Sil e Carlos: vocês estão de gozação comigo, né? (rs)
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Edson, assim você me comove, chapa!
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Regina, Valcir, Izely e André: obrigado por sempre deixarem seus preciosos e animadores comentários aqui no Manifesto.

Um brinde a todos nós!
Alexandre Lobão disse…
Não conhecia seu blog, Guedes!

MUUUITO BOM!

Já estou seguindo!

Abração!