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Mostrando postagens de Fevereiro, 2009

“Que teia embaraçada nós tecemos”

O cara é um tremendo de um volúvel. Poderosamente volúvel! Não esquece nenhuma delas, muito menos ela.

Muito menos ELA!

Também pudera, não é mesmo?
Também pudera...

Ler suas velhas aventuras é como se olhar no próprio espelho. É como folhear o diário da sua própria – e turbulenta – vida. Uma vida cheia de altos e baixos, de barreiras... e de inimigos (piores que o Duende Verde e o Doc Ock juntos)...

Mas é uma vida repleta de muitas alegrias também.
Todas no passado.

E como é ruim viver de passado, não? É ruim à beça! É como se tudo viesse a empacar. Como se o futuro não oferecesse nada de melhor. Como se não houvesse mais nada pelo qual valesse a pena lutar.

Mas há coisas que valem, sim. A salvação eterna é a principal delas, claro. Mas no contexto “terreno” – ou, enquanto você estiver dando serão por aqui –, temos os sonhos, a honra, a família, os amigos... o amor da sua vida.
ELA!

E lá do passado ela retorna. Again.
Quer saber, velho chapa?...
Sacode a poeira do uniforme... e se bal…

Marvel de olho em Paris

Paris e Maisel: "teste do sofá"?O atual vice-presidente executivo da Marvel, David Maisel – antigo manda-chuva do Marvel Studios – foi clicado ao lado de ninguém menos que Paris Hilton durante uma festança daquelas em Hollywood. Maisel, que começou sua carreira numa agência de talentos literários foi visto com a moça em um evento para novos talentos da CAA na Sunset Tower, mas dizem que não saíram de lá juntos.

Será que o bacana encaixaria a polêmica socialite em uma das novas produções cinematográficas com personagens da Casa das Idéias? Quem sabe no filme do Dr. Estranho ou então no dos Vingadores?

Hmm... daí restaria saber se a patricinha interpretaria Clea, a namorada do místico, ou a aguerrida Miss Marvel, certo?

Bem, independente se haverá papel ou não, o fato é que, dizem às más línguas, o executivo tornou-se mesmo mais um a sucumbir ante os superpoderes de sedução da moça.

© Copyright Roberto Guedes

A calamidade da distribuição de gibis

Em sua coluna para o site do The New York Times de 26 de janeiro deste ano, George Gene Gustines alertava para algumas medidas extremas aplicadas pela Diamond Comic Distributors que atingiriam, principalmente, as pequenas editoras de quadrinhos dos Estados Unidos, e, cujos reflexos começarão a ser sentidos logo mais, a partir de março.

A Diamond é a empresa que monopoliza a distribuição dos quadrinhos por lá, e por meio do seu catálogo Preview faz a ligação entre as editoras, os lojistas e os leitores. Diferente daqui, onde as editoras imprimem suas tiragens tomando por base a popularidade de cada título, resultados anteriores de vendas, e em orientações e acordos propostos pelas distribuidoras; na América, as editoras costumam produzir o número de exemplares de cada título (expostos no Preview) em cima dos pedidos confirmados pelos leitores nas gibiterias, ou “comic shops”, como são chamadas pelos americanos.

Com a queda cada vez mais vertiginosa nas vendas de gibis, a distribuidora …

Mais linda do que nunca!

Ó Senhor, joga a luz da meia-noite sobre mim. Coloca um pouco de juízo nesta cachola teimosa e velha. Mostra o caminho certo, a vereda correta... e afasta a face dela de mim.

Seu rosto vem me atormentar à meia-noite, ó Senhor. Seus lábios vêm me cobrar. “Cadê você? Que faz aí? Vem pra mim!”, diz ela, ansiosa.

Tão bela quanto antes... mais linda do que nunca!

Arremesso-me ladeira abaixo, e vejo Willy e os pobrezinhos tocando na esquina. A música é... sem palavras. Ah, a música é!
Que música!
Meu Deus! Que música!

As ondas sonoras entorpecem meus sentidos e jogo lá meus trocados. Ó senhor, ela continua atrás de mim... tão bela quanto antes... mais linda do que nunca.

Mais linda do que nunca!

Mas eu corro muito. Sempre fui bom de corrida!
Corri dos problemas.
Corri dos amigos.
Corri dos amores!

Mas agora é tarde. O badalo soou dobrado no 12. Começou mais um dia... e ela continua a me seguir... a me cobrar. A garrafa de Daniel’s não surtiu efeito algum.

Pelo menos, não o esperado.
O esper…

5º Boletim Manifesto

Ginger Gaye (de olho roxo) e Rich "Nova"
Rider, no traço de Joe Bennett. Texto de Erik Larsen.
Geralmente eu atualizo a seção Boletim Manifesto às sextas-feiras, mas desta vez decidi abrir uma exceção e adiantar um dia. É que, em meio há uma série de afazeres profissionais – entres eles, a produção de um novo livro dedicado à Arte Seqüencial (falarei mais sobre isso num futuro próximo, ó intrepid one) – encontrei um espaço na agenda e decidi que era melhor comentar as novidades do mercado alternativo brasuca agora, devido à boa quantidade de materiais de alta qualidade que chegaram às minhas mãos nas duas últimas semanas.
Antes disso, porém, chamo a atenção do amigo para algumas coisinhas aqui do blog, como por exemplo, a novíssima Galeria Meteoro, aí na lateral, que só embeleza a página e deixa orgulhoso este que aqui escreve. Afinal, não é sempre que podemos nos gabar de ver nossa criação retratada por alguns dos melhores artistas do país – é ou não é, meu chapa? Entre as…

A história não lembrada de Batman

A primeira imagem desta mensagem faz parte da página splash da revista Batman 208 (janeiro/fevereiro de 1969), dos estertores da Era de Prata. É a primeira e única aparição de uma tal “sra. Chilton”. Uma história muito interessante que recontou a origem do Homem-Morcego, desenhada por ninguém menos que Gil Kane, e escrita por E. Nelson Bridwell.

Essa edição foi especial, com mais páginas, e intercalou texto e arte inédita com material antigo, para explicar diversos pontos do rico background do herói acumulados durante anos até aquele momento. No decorrer da trama, você fica com a impressão de que a velhinha é maluca. Mas ela realmente não está brincando quando diz que é a “mulher mais importante” da vida do Morcegão. Pode apostar que sim. Mais que Marcia Monroe, Julie Madison,Vicki Vale...

O fato é que essa desconhecida sra. Chilton era uma governanta do Dr. Philip, tio de Bruce Wayne. “Sei...”, está você sussurrando meio desconfiado, não é? Bem, foram esses dois que acolheram o jove…

Roberto Guedes entrevista o Vigia

Metidinho, arrogante e fofoqueiro . A "Dona Xepa" da Lua!
Mal me recuperei da última missão na Latvéria e recebi uma chamada de Joe Robertson, incumbindo-me de entrevistar* ninguém menos que Uatu, o Vigia. “Cara, mas como é que eu chegarei na Área Azul da Lua?”, indaguei quase indignado ao editor, que respondeu com serenidade: “Não se preocupe. Jameson alugou com o pessoal do Edifício Baxter o transporte adequado pra você.”, “Que legal!” vibrei, achando que, enfim, daria uma voltinha no famoso Fantasticarro – quem sabe, até, com a Sue pilotando a banheira voadora...

Mas qual nada... os caras mandaram pra mim o Dentinho, aquele vira-latas cheio de pulgas inumanas com poderes de teleporte. O pior de tudo é que o sarnento só coopera à base de muita ração especial. Hunf! O velho sovina e cabeça chata teve de me remunerar muito bem por todas as despesas extras.

E lá fomos nós, num piscar de olhos para aquele fim de mundo (ou seria fim da Lua?) que é a morada do carecão mais fofoq…

Quando a RGE salvou a Marvel

Puxa, 30 anos! Lembro como se fosse ontem. Em fevereiro de 1979, as bancas brasileiras surpreenderam os leitores da Marvel com duas novíssimas publicações: Homem-Aranha 1 e O Incrível Hulk 1, ambas da Rio Gráfica e Editora (ou simplesmente RGE, hoje Editora Globo). Eram formatinhos simpáticos e coloridos, com 52 páginas, que traziam duas HQs em cada edição.

Até um mês antes, o Cabeça-de-Teia era publicado pela Bloch Editores, e não houve nenhum comunicado oficial na imprensa ou em qualquer revista do “Clube do Bloquinho” de que aqueles personagens americanos mudariam de casa editorial.

Exceção, surpreendente, ocorreu na seção de cartas de Kripta 29 (novembro de 1978) da própria RGE, quando, em tom profético, o leitor Jorge Veloso Amorim, de Campina Grande, Paraíba comentou que “[...] sabemos que os heróis do Grupo Marvel atualmente estão desaparecidos (ou quase) no Brasil. Sendo assim, ficamos na expectativa de que sejam relançados em massa por essa editora, como o foram os personagen…