Páginas

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Thongor quase estreou antes de Conan

Pois é, antes mesmo de Conan, o Bárbaro, Roy Thomas teve a idéia de licenciar e adaptar para os Quadrinhos o personagem Thongor , de Lin Carter, para a Marvel Comics.

Mas, ao final das contas, o editor-chefe Stan Lee disse para “The Boy” insistir com o bárbaro da Ciméria e redigir um texto-proposta para o chefão Martin Goodman – conforme Roy confirmou quando o entrevistei pra Wizmania (na edição 37 da 1ª série, em outubro de 2006):

“Sim, partiu dele (Stan) a decisão para que eu escrevesse um memorando ao Goodman explicando por que deveríamos licenciar um personagem estilo Espada-e-Feitiçaria. O negócio aconteceu por causa desse bilhete, e Stan merece tanto crédito por isso quanto eu”.

Bem, como todos sabem, Conan tornou-se um tremendo sucesso nas HQs, o que motivou a Marvel e a concorrência a investirem nesse segmento de histórias (conforme explico em maiores detalhes no primeiro capítulo de A Era de Bronze dos Super-Heróis).

Dessa maneira, em março de 1973, quando Roy ocupou o lugar de Stan, decidiu resgatar sua idéia original de adaptar “Thongor o Guerreiro da Lermuria Perdida”, passando a tarefa para George Alec Effinger (texto) e Val Mayerick (arte), com capa de ninguém menos que Jim Steranko na edição de estréia em Creatures on the Loose 22.

Foram poucas aventuras, e não fizeram muito sucesso como as de Conan (ponto para o feeling de Stan). Ainda assim, são histórias memoráveis, sem qualquer dúvida! Suas páginas mereciam um tratamento digital para uma obrigatória republicação de gala.

Infelizmente, pouco provável, dada a dificuldade demonstrada nos últimos anos pela Casa das Idéias em relançar material licenciado como Micronautas, Rom e Shang Chi (por causa dos personagens de Sax Rhomer).

Que pena, não é mesmo, true believer?

© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

EBAL: apenas uma sigla?



Quem teve a oportunidade de ler o livro A Guerra dos Gibis (Companhia das Letras, 2004) de Gonçalo Junior, soube que Adolfo Aizen, o pioneiro dos Quadrinhos no Brasil não era baiano de nascimento, mas sim, russo. Ou melhor, judeu russo.

Tal revelação, em princípio, pode parecer de pouca relevância, ainda mais quando o principal enfoque dessa obra era outro. A saber: a censura imposta aos Quadrinhos nos seus anos formativos em nosso país. Contudo, tal informação jogou nova luz à gênese de nosso mercado editorial, principalmente a uma de nossas principais editoras de todos os tempos.

No caso em questão, ao nascimento da EBAL – desde sempre, uma sigla para “Editora Brasil-América Ltda”. Mas seria apenas isso mesmo?

Preste atenção! A palavra “Ebal” está grafada no livro de Deuteronômio (o 5° do Antigo Testamento), como o monte em que Deus Todo-Poderoso ordenou a Moisés que edificasse um altar. É citado também no livro de Josué, o profeta que substituiu o líder dos judeus após sua morte.

“Será, pois, que, quando houveres passado o Jordão, levantareis estas pedras, que hoje vos ordeno, no Monte Ebal, e as caiarás.” [Deuteronômio: 27:4]

“Depois Josué construiu um altar ao Senhor Deus de Israel no Monte Ebal, tal como Moisés mandara e está escrito no livro das suas leis: O Senhor diz para lhe levantarem um altar no Monte Ebal, feito de pedras inteiras e que nunca tenham sido esculpidas. Então os sacerdotes ofereceram holocaustos e sacrifícios de paz ao Senhor sobre o altar. E na frente de todo o povo de Israel Josué gravou sobre as pedras do altar cada um dos dez mandamentos.” [Josué: 30-32]

Pois bem, não há como não enxergar um paralelo entre a história de Adolfo Aizen (um judeu que teve de atravessar o mar com sua família, fugindo de sua antiga terra para tentar a sorte num país desconhecido), com a dos judeus cativos no Egito. Os mesmos judeus que, liderados por Moisés, atravessaram, literalmente, o mar na esperança de alcançarem a Terra Prometida.

É muito comum ouvirmos estrangeiros referirem-se a América (e ao Brasil, em particular) como a “Terra Prometida”, um lugar para se vencer na vida. Foi assim com os italianos, portugueses, espanhóis, asiáticos e, claro, com os judeus também.

Portanto, em vez de uma simples sigla, “EBAL” poderia ser também uma referência direta ao monte Ebal do Pentateuco. Uma singela homenagem de Aizen a uma das mais importantes passagens da história de seu sofrido povo.

Às 14h24 do dia 5 de setembro de 2006, eu encaminhei este texto – descompromissado e de caráter puramente intuitivo – para três listas de bate-papo simultaneamente (Marvel BR, DC Brasil e Gibihouse), desencadeando no processo, uma infinidade de comentários inteligentes, reflexivos, fervorosos, opinativos, indignados, exultantes e até mesmo ofensivos.

Alguns lembraram com propriedade, que o próprio Aizen odiava o “apelido” EBAL, imposto pelo apelo popular, e até mesmo Naumim, filho de Aizen, alertou que o pai jamais comentou com ele ou aos seus irmãos que a origem do nome da editora remontava à passagem bíblica.

Todavia, o patriarca das HQs no Brasil também não contou aos filhos de sua origem russa, evidenciando, quem sabe (?), que há muitos mistérios que cercam as mais diversas decisões dos homens ao longo de sua trajetória na Terra.

Em última análise (pelo menos aqui), é importante ressaltar que editora é uma empresa que lida essencialmente com o conhecimento na forma de palavra escrita; e que o conhecimento da origem da humanidade foi transmitido a Moisés por meio da palavra do Senhor Deus de Israel. Palavra esta, inicialmente cravada em pedra, ou melhor, ESCRITA.

Um caso a se pensar, sem dúvida.

© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

Amigo, se você foi leitor da saudosa EBAL, participe da enquete (localizada na lateral desta página) “Qual é o melhor título da EBAL de todos os tempos?”, e depois envie sua mensagem comentando o texto acima, e, caso queira, o voto também.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Roberto Guedes na TV Gazeta

Esta notícia é rapidinha, mas não menos importante: amanhã, 16 de outubro, eu irei participar do programa Mulheres da TV Gazeta, comandado pela apresentadora Cátia Fonseca; que terá como pauta “Como e quando surgem os super-heróis”.

Pra quem não sabe, o programa vai ao ar diariamente a partir das 14h, por isso não marque bobeira e deixe seu televisor sintonizado no canal certo. Afinal, não é todo dia que você tem a oportunidade de ver este intrépido escritor balbuciando devaneios acerca de Arte Seqüencial em rede nacional.

Para maiores informações, acesse aqui o site da emissora.

No mais, aguardo você lá!

Tá falado!

© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os vencedores do 2º Troféu Bigorna

O cartunista-metralhadora e chapa das antigas Marcio Baraldi, vulgo Baraldão, anunciou hoje no site Bigorna os vencedores da segunda edição do badalado Troféu Bigorna. Segue abaixo a lista com os 20 nomes premiados em 15 categorias distintas:

Melhor Desenhista: Luke Ross
Melhor Roteirista: Alvimar Pires dos Anjos
Melhor Chargista: Maurício Ricardo
Melhor Cartunista: Spacca
Melhor Blog/Site Sobre Quadrinhos: ZineBrasil
Melhor Jornalista Especializado: Marko Ajdaric
Melhor Editora: Conrad
Melhor Editora Independente: Virgo
Melhor Fanzine/Revista Independente: Portal do Encantamento (de José Pinto de Queiroz)
Melhor Publicação de Humor: MAD
Melhor Livro Sobre Quadrinhos: Fantasma (de Marco Aurélio Lucchetti)
Melhor Livro de Aventura/Outros: Artlectos e Pós-Humanos nº 3 (de Edgar Franco)
Prêmio Contribuição à HQB: Livraria Comix, Programa HQ & Cia e Cooperativa Quarto Mundo
Prêmio Uma Vida Dedicada aos Quadrinhos: Rubens Cordeiro, Diamantino da Silva, Antonio Luiz Cagnin e Álvaro de Moya
Homenagem Especial: Seninha (HQM Editora)

O evento ocorrerá mais uma vez no Bar Blackmore, localizado na Alameda dos Maracatins, 1317, no bairro de Moema, Sampa City; em 5 de dezembro, das 14h às 19h, e contará com as bandas Exxótica e Cracker Blues. Telefone pra contato: (11) 5041-9340.

© Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mais uma homenagem ao Meteoro

E não é que o Mascarado Voador ganhou mais uma belíssima homenagem na rede? Desta vez, a iniciativa partiu do talentoso desenhista Bartolomeu Martins, vulgo Lancelot, em seu excelente blog HQ Quadrinhos.


Trata-se de um espaço reservado a resenhas ligeiras e precisas sobre todo e qualquer super-herói que existe, desde a Era de Ouro até o presente momento, além de inúmeros representantes nacionais, como Capitão 7, Judoka, Velta, Garra Cinzenta etc., etc. e etc.; e agora, também, do nosso querido e charmoso Meteoro.


Pra conferir em detalhes tudo isso e muito mais, é só clicar exatamente aqui, intrepid one! No mais, um abraço daqueles, ó, e até breve, pois o dever me chama!

Tá falado!

© Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

The Brazilian Superheroes

When we talk about Brazil, the first things which generally come to mind
are Carnival, Soccer and the Amazon Jungle, but the land of sunshine has
so much more to show the world. The city of São Paulo, for example,
is a kind of "New York of the tropics" (in the words of Mick Jagger,
when he visited the metropolis for the first time in 1968). And like
New York, São Paulo has comic book superheroes, such as Meteoro,
Raio Negro, Capitão 7, and Mylar--the Mystery Man. In general, the
Brazilian people very much like superheroes, as we'll now see...



Art by Mozart Couto.

In the Beginning

The first Brazilian comic strip was As Aventuras de Nhô Quim (The Adventures of Mr. Quim) of January 30, 1869, by Angelo Agostini, and published in the pages of Vida Fluminense magazine. Agostini was a fighter for the end of slavery in Brazil, which happened in 1883. His strips had social criticism relevant to the times. On October 11 1905, the journalist Luiz Bartolomeu de Souza e Silva published O Tico-Tico magazine, the first publication made for children only. “Tico-Tico” is the name of a bird from Brazil. But this magazine did not present only comic strips, but fun and games too.

Finally, in 1934, the publisher Adolfo Aizen (a Jewish-Russian naturalized Brazilian citizen) put on the newsstands the Suplemento Juvenil (Youthful Tabloid or Youthful Supplement). The Suplemento Juvenil was placed inside some newspapers, and presented for first time for Brazil audience several American comic heroes such as Flash Gordon, Jungle Jim, Mandrake and Dick Tracy, and a Brazilian adventurer, Roberto Sorocaba, created by Monteiro Filho.


The 1941 meeting of Walt Disney
and the Publisher (and great pioneer of comics)
Adolfo Aizen in Brazil.

Three years later, another supplement, A Gazetinha (The Little Gazette) from the city of São Paulo, published O Garra Cinzenta (The Grey Claw) by Francisco Armond (writer) and Renato Silva (artist). The Garra was a kind of pulp horror in comic page format, featuring 100 episodes of one page each. The irony in that story is the fact that the protagonist was a villain, not the hero (in the same tradition as Sax Rohmer’s Fu Manchu). The success of the Garra Cinzenta was so great that it was published in Europe during the ‘40s. But, until that moment, Brazilian publishers lacked interest in publishing
Home-grown comic heroes...

The “Golden Age” of the Brazilian Superheroes

In 1950 television arrived in Brazil and a “new world” opened to children. The Capitão 7 (Captain Seven) show, transmitted by Record Broadcasting Station, was a great success , and in turn inspired the comic book adaptation, with issue # 1 being dated November 1959. The Captain was the first Brazilian costumed hero.

On the TV show Capitão 7 was an adventurer like Flash Gordon, but in his comic book he had some spectacular super-powers. The plots of stories were by various writers and artists. The most famous authors are Júlio Shimamoto and the editor Jayme Cortez. The Captain Seven comic book was canceled just a few years after the final TV episode.

In February 1965, the GEP Company published the first issue of Raio Negro (Black Bolt), a superhero with a power ring and origin story very similar to that of John Broome and Gil Kane’s Green Lantern. His creator, Gedeone Malagola, later talked about it: “My editors showed me a Green Lantern comic book and requested something similar. I just did it.” Well, Black Bolt did have a relative success between 1965–1967 years, but it’s important to understand that Brazilian readers were not yet acquainted with Broome's Green Lantern. The Raio Negro comics showed the strange Homem-Lua (Moon-Man) by Gedeone Malagola too. An interesting hero, even though he's a hero with an extravagant ball on his head.

1966 saw the entry of Fantar – the Atomic monster by Milton Mattos and Edmundo Rodrigues. Fantar was a giant creature who resembled the later Erik Larsen creation, Savage Dragon, as well as monsters of Japanese movies. But one of the most interesting superhero from that age is Golden Guitar, published by Graúna Company and scripted by Macedo A. Torres. Inspired by the musical movement called “Jovem Guarda” (literally, “Young Guard”, or more idiomatically “Young Generation” or “New Generation”) – which had singer Roberto Carlos as its greatest idol.


Hey true believer! Stan “the Man” Lee and
the Brazilian artist Jayme Cortez
(editor of Captain Seven comic book)
at 1972 New York’s International Comic Organization,
conceived by Claude Moliterni and David Pascal.

In similar fashion, the pop star Reanato Fortuna was the Golden Guitar’s alter ego. He fought against crime with his electric guitar, which was able to emit powerful laser rays. The “Golden Age” Brazilian Superheroes’ high point happened when the Marvel Super-Heroes animated cartoons series (by Grant-Ray-Laurence Company) began to appear on stations around the tropical country in 1967. Publisher Adolfo Aizen put out Hulk, Thor, Iron Man, Namor and Captain America comic books (and some time later, Fantastic Four, Spider-Man and Daredevil, too) through his EBAL imprint. The “Marvel Fever” inspired other (and small) companies to publish their own characters such as

*Bola de Fogo (Fireball). He’s only a poor carbon copy of the Human Torch;
*Escorpião (Scorpion).Created by artist and writer Wilson Fernandes and editor Heli Lacerda to Taika Company. The King Features accused Taika’s Escorpião of being a carbon copy of the Phantom by Lee Falk, and threaten to sue. So, Lacerda contracted an Argentinian artist, based in Brazil, Rodolfo Zalla, to redevelop the character as an Amazon Jungle defender. This was very good for the hero and his comic was enjoyed by the readers for some time);
*Spectro, by Juarez Odilon;
*Super Heros, by Edrel Company bullpen;
*Morcego (Bat), by Wilson Fernandes;
*Homem-Fera (Beast-Man) by Rubens Cordeiro;
*Judoka (Judo Fighter)was created by artist Pedro Anisio in 1970 to substitute for Charlton’s Judomaster stories in own magazine, after the American company finished producing new material. His book had a long run by EBAL, was great success and the hero starred in a movie around 1973. Since then, this book has never again been published.
*Velta, by Emir Ribeiro (Ribeiro was ghost-artist of Mike Deodato on Thor and Wonder Woman comics in the ‘90s)
*Ultrax – by E. C. Nickel
*Meteoro (The Meteor) by Roberto Guedes – Hey… my “son”! Meteoro is a high school student who gained his superhuman powers from mysterious energy contained within a tiny meteorite, which had been sent to Earth by a representative of the “Universal Conclave”, a cosmic “secret society”. The first appearance of Meteoro took place in Meteoro # 1 (February, 1992), thus making it a part of the “New Age of the Brazilian Superheroes”.

Anyway, the most significant were the heroes created by Eugênio Colonnese, an Italian-Brazilian artist living in the state of São Paulo since 1964. Colonnese is a kind of “Brazilian Jack Kirby” not by his artistic style but because of his powerful imagination and fast pencil. He produced several comic pages each month, with heroes such as

*Mylar (the Mystery Man), a masked alien;
*Superargo (Super-Argonaut), a secret agent and capoeira fighter (Capoeira being a form of dance developed by African slaves in Brazil, with the agility they thereby gained being used as part of their resistance to their Portuguese owners; today, Capoeira is taught in schools as a form of martial arts);
* Pele de Cobra (Snake Skin), an adventurous motorcycle-man;
*Mirza (the Vampire-Woman bad girl). An interesting fact about Mirza is that she appeared in comic books in 1967, two years before Vampirella made her mark on the comic scene; and finally,
*X-Man (Yes! But it’s possible that his creator, Eugenio Colonnese did not know anything about the Marvel mutants at the time). Colonnese’s X-Man was the first Brazilian hero to star in a color story, in 1970. Until that time, Brazilian super-heroes had appeared only in black-and-white magazines.

With the oil crisis in 1973 and the expensive prices of paper, some small companies closed their doors and the Brazilian Superhero comics ceased to exist. In the seventies and eighties the writers and artists “immigrated” to the horror magazines: Calafrio (Chilling), Espektro (Spectre) and Pesadelo (Nightmare), or underground comix such as Porrada! (Punch!), Circo (Circus) and Udrigrudi (Underground).

In the ‘90s the “New Age of the Brazilian Superheroes” started, but that’s a subject for another article.

© Copyright Roberto Guedes. All rights reserved.

*Thanks to John G. Pierce for proofreading.*

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

8º Boletim Manifesto

Muita coisa boa anda rolando nos bastidores da criação, e o velho ditado “quem procura, acha” nunca foi tão verdadeiro, meu chapa. Por isso, levanta a cabeça, estufa o peito, fita os olhos no horizonte e parte pra luta. Afinal, quem trabalha, conquista – já dizia o meu bom e saudoso paizão.

Toda essa introdução de apelo épico é só para atiçar sua curiosidade e esquentar as turbinas pra enxurrada de petardos editoriais de minha autoria que, em breve, estarei divulgando no Manifesto (como a republicação de algumas HQs antigas da Fire Comics, que comentei na postagem anterior por exemplo), e, agora, também no Twitter. É só clicar aqui, que o intrepid one poderá me acompanhar em comentários mais ligeiros, mas nem por isso menos importantes, OK? Um brinde ao Guedão, por favor!

Mas por hora – e pra não perder o costume – o nosso
já tradicional Boletim traz algumas dicas de leitura que,
tenho absoluta certeza, farão a cabeça do ávido e sedento
buscador de emoções via linhas impressas.

Pra começar, procure na livraria mais próxima o livro Nossos Deuses São Super-Heróis, de Christopher Knowles (Editora Cultrix), que apresenta em um texto elucidativo as influências ocultistas (possíveis ou não) que determinaram a criação de vários ícones da Arte Seqüencial.

Seria o Capitão Marvel um maçom do 33º grau? Hulk e Batman são mesmo as encarnações modernas do Golem, a figura mítica da Cabala judaica? E Lex Luthor? É de fato uma versão científica do bruxo inglês Aleister Crowley? Pra completar, ilustrações sensacionais de Joseph Michael Linsner, como a capa que remonta à Última Ceia, de Leonardo da Vince, com heróis genéricos no lugar de Jesus Cristo e os apóstolos.

Outra edição que caiu em minhas mãos (com dedicatória e tudo) é o fanzinão Coleção Kung Fu da EBAL, de autoria do roteirista, pesquisador e editor independente José Salles.

Em suas 150 páginas encadernadas
em espiral com capa plástica
protetora, Salles esmiúça número a número o lendário magazine dos anos 1970 que publicou material de Marvel, DC, Charlton e quadrinho brasileiro, entre outros.

Destaque também para as vistosas ilustrações que recheiam o miolo, como as capas de Neal Adams, as splash pages de José Menezes e Paul Gulacy, e até algumas cenas delineadas por Jack Kirby (de uma raríssima HQ do personagem Richard Dragon). Pra entrar em contato com Salles, basta clicar aqui.

Por fim, o escritor e roteirista Alexandre Lobão estará neste
sábado (3 de outubro) autografando seu novo livro, Uhuru,
na Livraria Cultura do Shopping Casa Park, de Brasília, a partir das 16h. Lobão costumava roteirizar as HQs de Ultrax, super-herói espacial do genial E.C. Nikel – que, inclusive, ilustra o livro de Lobão (convenhamos isso que é parceria das boas).

Uhuru é um menino magrelo e bom de bola, e sua história fala a respeito de liberdade, superação, amor e coragem. Pra ficar por dentro de toda a agenda de Lobão, basta visitar o seu blog Dicas do Alexandre Lobão.
No mais é isso. Até daqui a pouco!

© Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.