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10º Boletim Manifesto

Pois é, mais uma vez Conan, o Bárbaro, mostrou sua força e popularidade, faturando a enquete dedicada às melhores HQs licenciadas de todos os tempos, com 34% da preferência dos leitores deste blog. O personagem é uma criação do escritor Robert E. Howard, e estreou num conto publicado na revista Weird Tales em 1932.

Em 1959, foi transportado pela primeira vez para os Quadrinhos (no México), mas, somente em 1970, sob a batuta da Marvel Comics, é que ficou realmente conhecido, graças à verve literária do roteirista Roy Thomas e da arte genial do britânico Barry Smith – posteriormente, substituído pelo grafite selvagem de Big John Buscema.


Em segundo lugar ficou Tarzan (18%), produzido por Joe Kubert para a DC. O Homem-Macaco, assim como Conan, também é originário dos pulps do comecinho do século 20. A classificação dos demais é a seguinte:

3º - Zorro de Alex Toth (12%)
4º - Os Trapalhões da Bloch (8%)
5º - Star Wars da Marvel, Esquadrão Atari da DC e O Homem de Seis Milhões de Dólares da Charlton (7%)
6º - Pelezinho de Mauricio de Sousa (2%)
7º - Speed Racer da Abril (1%)
Último colocado, com nenhuma ponturação: Star Trek da Gold Key.

Aproveito para agradecer todo mundo que participou da votação e que deixou também comentários no Manifesto. Foi uma farra, intrepid one!Falando em diversão, recebi muita coisa legal do circuito independente, como os novos lançamentos do selo Júpiter II, capitaneado pelo editor e roteirista José Salles. Uma delas é Histórias Sagradas 1, que traz sua visão particular dos eventos narrados em várias passagens do Novo Testamento, com desenhos do veterano José Meneses. Salles comenta no editorial que o título presta homenagem à série homônima publicada décadas atrás pela saudosa EBAL (Editora Brasil-América) fundada por Adolfo Aizen.


As outras investidas da Júpiter estão ligadas, coincidentemente, com a Capoeira – mistura de dança e luta praticada pelos escravos brasileiros, cuja origem remonta ao século 16. Corcel Negro 5 (Alcivan Gameleira) e Capoeira Negro 2 (Alex Cruz) são produções de jovens autores iniciantes, mas com grande potencial. Daí a louvável aposta de Salles em seus respectivos títulos.

Mas o destaque desse pacote fica para Meia-noite – O Rei da Capoeira, escrito por Hayle Gadelha, com arte do mestre Júlio Shimamoto. São histórias antigas e raras, publicadas na revista marcial KIAI por volta de 1976. Um grande resgate da HQB, sem dúvida. Para entrar em contato com o Salles, escreva para o e-mail smeditora@yahoo.com.br
Por fim, diretamente da Bahia (o pessoal anda a todo vapor por lá!), mais dois projetos que contaram com o apoio de leis de incentivo e com editais públicos:

Kuei e a senhora de Sárvar traz em seu visual o estilo mangá, e sua trama se passa num futuro pós-apocalíptico avesso à tecnologia e dominado por criaturas sobrenaturais. O protagonista é um vampiro de outra dimensão que chega a Terra nesse cenário caótico e se depara com outras criaturas das trevas. Roteiro: Marcelo Lima – Arte: Joe Santos.

Área 71 é uma coletânea de HQs curtas de vários gêneros: humor, aventura, terror, ficção cientifica etc. Destaque para Xaxado (Cedraz), Paradoxo do Inconsciente (Marcos Franco e Hélcio Rogério) e Instintos Cruzados (Val Olliver e Haeckel Almeida). Contato com os autores baianos: http://www.area71.com.br/
Tá falado!

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Comentários

José Salles disse…
Salve amigo Guedes, muito obrigado pela divulgação e o apoio de sempre! Grande abs
Pra variar, como sempre, vc detona, bengala-júnior Guedes... parabéns! Já te mandei sua entrevista? Não? Aguarde... desta vc não vai escapar, queremos seu depoimento e vc, com certeza, q já deve ter passado dos 30 anos e q tem muita história para contar, já faz parte da milenar confraria dos Bengalas Boys Club, intrépidos guerrilheiros das HQs tupiniquins!
Roberto Guedes disse…
Mestre Tony, mas que honra ser entrevistado por você! Ah, e obrigado por ficar na dúvida se já passei ou não dos 30.:)
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Grande Salles, você que merece os agradecimentos de todos os amantes dos Quadrinhos brasileiros por seu trabalho pra lá de bacana!

Abraços!
José Valcir disse…
É isso, divulgar o quanto pode essa nação aguerrida de quadrinista deste país continental.
Anônimo disse…
Oi Guedes. Muito bacaana sua iniciativa de divulgar estes quadrinhos. mas o destaque do post é a informação de que o Conan havia sido adaptado para os quadrinhos muito antes da Marvel, no México. Não perco seus posts por isso. Sempore aprendo uma coisa nova, Sabe se essa série mexicana teve sucesso, ou se foi devido à ela que o Roy Thomas teve a idéia de produzir esse material pela Marvel?
Abraço.
Andre Bufrem
Anônimo disse…
Concordo com Andre Bufrem. Este blog sempre enriquece meu pobre conhecimento sobre quadrinhos e tudo o que a ele se refere.
Parabens Guedes pela mente brilhante!Sou seu eterno admirador.
um abraço
Rogerio
Roberto Guedes disse…
Rogério, Valcir: obrigado pelos comentários!
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Bufrem, essa versão mexicana é obscura e caiu quase em completo esquecimento. Já Roy, tornou-se fã de Conan ao ler os contos do personagem, que foram republicados em forma de livros nos anos 1960.

Abraços cimerianos!