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terça-feira, 30 de março de 2010

Meteoro Responde 1



Este é o título da seção de cartas do Almanaque Meteoro, que estreou com toda pompa e glória já no nº 1, com depoimentos de profissionais que atuam na área editorial, como Sidney Gusman, Renato Guedes, Eduardo torelli, Gonçalo Júnior entre outros batutas. Fixo aqui, então, a versão virtual da seção, onde o amigo poderá comentar e palpitar à vontade sobre a mais nova e meteórica publicação deste lado da Via Láctea.

A receptividade do público leitor ao acachapante Almanaque Meteoro tem sido bem melhor do que eu poderia supor. Digo isto baseado, tanto pelos efusivos comentários via e-mails que já recebi, quanto pelas vendas em si (e você pode encomendar comigo sua edição autografada, escrevendo para guedesbook@gmail.com).



Não que eu duvidasse do charme e carisma do Mascarado Voador, mas veja lá, estamos no Brasil, um país com certo histórico de “pé atrás” quanto à produção de HQ local. Tsc! Mas qual nada! O invocadinho Roger Mandari chegou botando banca e mostrando para o que veio: proporcionar a mais legítima, honesta e bem sacada História em Quadrinho de super-herói da paróquia!



Com Tony Fernandes e Carlos Cunha.

Drama! Humor! Aventura! Conflito de gerações! E um triângulo amoroso que ainda vai dar muito que falar! Ah! E muito, mas muito mais em páginas belamente delineadas, com desenhos de fazer cair o queixo do mais sisudo dos leitores.



Com os colaboradores Cesar Brito, Gérson
Fasano e o amigo Adriano Nascimento.

Hmm...Quer saber? A revistona não fica só nisso, não! Afinal, não é em qualquer publicação de hoje em dia que você encontra reunida uma trupe dessas, formada por feras de renome nacional e internacional, como Bira Dantas, Marcio Baraldi, Aluísio de Souza, Emir Ribeiro e André Valle (e espere só até ver o que temos reservado pra segunda edição).



Recebendo o abraço fraterno de Primaggio.

Bom, enquanto isso não acontece, veja algumas fotos que serviram para registrar pra posteridade a tarde de autógrafos e o lançamento oficial dessa edição primeira, que ocorreu sábado passado, 27 de março, nas dependências da loja Comix Book Shop, em Sampa City.

Muita gente amiga, fãs, colaboradores e personalidades do meio como Paulo Ramos (Blog dos Quadrinhos), Carlos Cunha (da lendária editora Minami & Cunha), Tony Fernandes, o estudioso Dark Marcos, e meus chapas Carlos “Spider” Eduardo (HQM) e Primaggio Mantovi marcaram presença. Se você não foi, nem esquenta, pois outros encontros desses ainda pintarão no futuro. Agora, se ainda não comprou seu exemplar, corra logo, pois a tiragem é limitada e vai se esgotar rapidinho.

No mais, é isso aí, intrépido confrade! Bradai aos quatro cantos que Meteoro chegou de vez, e para ficar! Daí, então, já sabe...

Manifesta, exulta e vai!

© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Tarde de autógrafos na livraria Comix Book Shop

Olá, intrepid one! Sábado próximo (27 de março de 2010), a partir das 15h, estarei na livraria Comix Book Shop, para uma sessão de autógrafos da Revista em Quadrinhos Almanaque Meteoro.

A Comix é uma das comic shops mais conhecidas de São Paulo; muita gente sabe onde é, mas para garantir que você compareça mesmo, segue aí o endereço certinho:

Alameda Jaú, 1998, Jardins, pertinho da Av. Paulista e do metrô Consolação. Telefone: (0xx11) 3061-3893.

Sendo assim, espero você por lá para um caloroso abraço e um bate-papo gostoso, OK? O Meteoro agradece!

Almanaque Meteoro 1
Editor: Roberto Guedes
Formato italiano – 16 x 23 cm
52 páginas
Capa colorida, papel cartão supremo 250g
Miolo P/B, papel offset 90g
R$ 5,00

Para mais detalhes sobre a revista, clique aqui.

© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Almanaque Meteoro, o primeiro lançamento do selo Guedes Manifesto

Olá, intrépido seguidor de fantasia e emoção! É com imensa satisfação e orgulho que comunico que o blog Guedes Manifesto agora é também um selo editorial, e que seu primeiro lançamento se chama Almanaque Meteoro 1, uma genuína publicação independente que pode ser definida como “prozine” (fanzine só com profissionais da área), na mesma tradição dos clássicos Witzend, de Wally Wood; Charlton Bullseye, de Bob Layton; e Historieta de Oscar Kern.

A idéia de lançar um título mix de HQs, entrevistas e artigos interessantes vem de longa data, e só não aconteceu antes, devido a uma série de pequenos fatores que acabou por adiar sua realização. Na época, eu já contava com um bom número de colaboradores e materiais de primeira qualidade para montar algumas edições, mas vivia um momento de transição profissional, saindo de uma editora para trabalhar em outra. Daí, o projeto acabou “congelado”, e ficou à espera do momento mais adequado pra retornar.

E isso acontece agora! Antigos contatos foram retomados e novos parceiros se juntaram às fileiras dos portentosos colaboradores do Almanaque Meteoro – que, a partir de agora sempre apresentará em suas páginas Quadrinhos e autores dos mais variados estilos.

Para a estréia, o prestigiado cartunista Bira Dantas (Dom Quixote) relata um encontro apoteótico dos músicos Egberto Gismonti e Herbie Hancock; enquanto que Carlos Henry, um talentoso ilustrador de livros de RPG, conseguiu autorização para produzir um bombástico crossover entre dois ícones da HQB: Capitão 7 e Fantasticman!

A união de esforços não ocorre apenas no mundo fictício, pois os quadrinistas e ilustradores publicitários André Valle e Paulo Caesar apresentam um sanguinolento conto de Espada-e-Feitiçaria de deixar qualquer bárbaro com dor-de-cotovelo; e o bacanão aqui forma parceria tanto com o aloprado Marcio Baraldi (Roko-Loko), quanto com o internacional Emir Ribeiro (criador da voluptuosa Velta, e de serviços prestados para várias editoras, como a poderosa Marvel Comics), em uma inusitada trama de amor do herói Mylar – personagem criado nos anos 1960 pelo saudoso Eugenio Colonnese. A história foi encomendada para compor um álbum da Opera Graphica, porém, com o cancelamento do projeto, Colonnese consentiu que a mesma figurasse no almanacão.

O lendário Rodolfo Zalla conta sua carreira em detalhes reveladores; e do Sul, meu chapa Paulo Ricardo Montenegro nos presenteia com uma – até então – inédita entrevista com o já comentado Kern. Curiosidades editoriais e dicas de colecionismo ficam por conta de Cesar Brito e Gérson Fasano em seus respectivos artigos. É só conferir!

E por fim chegamos aos capítulos emocionantes da nova – e aguardada – série de Meteoro, O Mascarado Voador, desenhada pelos maestros do lápis e nanquim Aluísio de Souza (Victory) e Júlio Cesar Zvir (Lady Death, Shi). Lançado originalmente em 1992, o herói estrelou diversas revistas no decorrer de quase 20 anos, até chegar aqui, modernizado para o novo milênio, desamarrado da velha continuidade, com uma nova identidade secreta, uma origem reformulada e uma proposta editorial que, acredito, irá te cativar logo de cara.

Como a tiragem é bem limitada, não perca tempo! Adquira logo o seu exemplar! Afinal, você não vai querer ficar por fora dessa nova e gloriosa Era do Quadrinho no Brasil, é ou não é?

Pra isso, basta enviar um e-mail para guedesbook@gmail.com que te passo todas as coordenadas. Em breve, endereços de bancas e comic shops que revenderão a edição serão divulgados no Manifesto.

Almanaque Meteoro 1
Guedes Manifesto
Editor: Roberto Guedes
Formato italiano – 16 x 23 cm
52 páginas
Capa colorida, papel cartão supremo 250g (Arte: Aluísio de Souza – Cores: André Vazzios)
Miolo P/B, papel offset 90g
Periodicidade trimestral
Apenas R$ 5,00 (Para qualquer parte do Brasil. Frete já incluso!)

sábado, 13 de março de 2010

O espaço alternativo do Quadrinho brasileiro

Vira e mexe escutamos e até mesmo falamos o quanto é difícil encontrar espaço para publicação do Quadrinho brasileiro, mas, se pararmos pra pensar bem o circuito independente continua em efervescência. E hoje, com a velocidade e praticidade dos meios de comunicação e divulgação via internet, a visibilidade acaba sendo bem maior e favorável para os nossos autores.

Prova disso é que nestas últimas semanas recebi uma enxurrada genial de produtos alternativos, que variam muito entre estilo e tendência, mas com grande potencial e qualidade.

Meu chapa, e guerrilheiro das HQs Mario “Rhino” Latino, por exemplo, continua impávido com o seu glorioso Graphiq, um jornal que só traz tiras e reportagens sobre Arte Seqüencial. Tudo no mais alto nível e profissionalismo, com sacadas hilárias de Laudo e sua Banda Mamão, Cedraz com a tradicional Xaxado, Fraga e as peripécias do personagem Don Ramirito, Salvador Messina com Ran, e, claro, As Aventuras do Agente Secreto 000125, do próprio Latino.



No que diz respeito aos textos, Waldomiro Vergueiro esmiuçou a carreira do incrível quadrinista argentino Alberto Breccia em artigo iniciado no nº 32, percorrendo, ao todo, quatro edições. Já o nem sempre lembrado Don Heck foi o homenageado entre o 34 e 35, cortesia de Al Marat, enquanto que as duas edições seguintes foram dedicadas a dois mestres dos anos dourados, a saber, Alex Raymond (Flash Gordon, Jim das Selvas) e Hal Foster (Príncipe Valente), ambas articuladas por Latino, com conhecimento e precisão.

E na edição 38, a mais recente (fevereiro de 2010), além das habituais colaborações de gente do naipe de Túlio Vilela (que entrevista Seabra, outro gigante!), e dos colunistas Patati, Edgar Indalecio Smaniotto e Gazy Andraus, reprisa – com acréscimo de imagens, e devidamente autorizada – minha matéria Os objetivos do Senhor Ditko, o que me deixa muito honrado, tenho de admitir.

Já o editor José Salles, da Júpiter II, premiado recentemente com o Troféu Jayme Cortez, pelo incentivo ao Quadrinho tupiniquim, me enviou três de seus mais recentes lançamentos: Tormenta 4, Boca do Inferno.com 5 e o Western-Fantástico Capitão Macnamara 2 (a conclusão da minissérie).

Tormenta é um vigilante mascarado criado por Edu Manzano, mas que conta desta vez, com roteiro do Salles e arte de Dennis Oliveira. A história “Pacto de sangue” fala de adultério e assassinato, e foi inspirada no filme homônimo de 1944, estrelado por Fred MacMurray (o ator que serviu de modelo involuntário para C. C. Beck criar a cara do Capitão Marvel) e Barbara Stanwyck.


Boca do Inferno.com continua com seus sustos e sobressaltos a cada folhear de página. Walter Júnior vai ao embalo da licantropia, haja vista a capa animalesca de Carlos Reno, enquanto Salles e Valmir Oliveira lidam com um tema recorrente e sempre polêmico em "Abortista", da série Hooker Avenger. Fechando a publicação, "A roupa do mendigo". Trata-se de um conto macabro proporcionado pelos veteranos Hélio do Soveral e José Meneses (os mesmos que produziam a série Kung Fu para a EBAL nos anos 1970).

Essas e outra publicações da Júpiter você poderá adquirir acessando seu endereço virtual http://www.jupiter2editora.blogspot.com; e pra comprar toda a coleção do Graphiq, seja intrépido, ô meu (!), e mande um e-mail pro Latino, clicando aqui.



Por fim, o blogueiro Bartolomeu Martins, vulgo Lancelott, compilou seu excelente – e pra lá de caprichado – acervo de fichas de super-heróis em um único Catálogo de Heróis Brasileiros, em formato PDF, que poderá ser baixado por qualquer um que estiver interessado, bastando digitar http://hqquadrinhos.blogspot.com/

“Por enquanto é só, pessoal!”, já dizia aquele personagem legal...

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segunda-feira, 1 de março de 2010

O dia em que a Leitura morreu

28 de fevereiro de 2010: faleceu aos 95 anos de idade José Mindlin, filho de judeus ucranianos. Empresário, advogado, membro da Academia Brasileira de Letras e, provavelmente, o mais importante bibliófilo brasileiro. A ABL decretou ontem três dias de luto por sua morte.

Mindlin possuía um acervo incrível de livros raros de autores brasileiros e portugueses, num total estimado em mais de 40 mil volumes, e cujas datas de alguns exemplares remontam ao século 18.

Era admirado por setores distintos da sociedade e política nacional devido à sua vasta cultura. Também contribuiu para o resgate da memória dos Quadrinhos no Brasil, permitindo que a Opera Graphica Editora reproduzisse uma edição fac-símile – a partir de um cuidadoso processo fotográfico – da edição primeira de O Tico-Tico (de 1905), encartada no livro comemorativo de 2005 O Tico-Tico – 100 Anos.

Sua generosidade não parou por aí, já que, ainda em 2006, doou sua coleção imensa de Literatura Brasileira à USP (Universidade de São Paulo).

Registrado aqui, portanto, esta pequena homenagem à memória de um homem que dedicou sua vida ao ato precioso da leitura.

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