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A cena da chuva

A chuva cai sem parar
Enquanto Roger caminha sem rumo
Sem rumo, sem lar
Sem qualquer lugar
Roger caminha sem parar, sem respirar
Apenas a pensar

Pensar, pensar
Sem nada concluir
Sem nada que o faça rir
Ele apenas quer ir em frente
À frente de toda a gente
De toda a gente

Gente demais
Gente rebanho
Gente que bate
Gente indigente
Gente que é gente
Gente que nunca aprende

E assim ele vai em frente
Quase demente
Melancólico e incerto
Mas molhado de esperança
Andando na chuva
Eternamente


© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

Comentários

Alexandre Souza disse…
Cara, muito 10! "Mas molhado de esperança andando na chuva eternamente", como você bola essas frases?
Anônimo disse…
Gostei da cena do Almanaque Meteoro junto com o poema. Casou bem a figura introspectiva do herói com a mensagem do texto.

A gente faz parte da multidão, do mundo, mas somos solitários por essência, sempre em busca da nossa verdade, da nossa razão de ser neste mundo maluco... "demente".

José
Anônimo disse…
Parabéns pelo belo poema da chuva. Uma beleza Guedes. Eu não sabia dessa sua veia poética.
Abç.

Wilde Portella
Roberto Guedes disse…
Obrigado, Wilde!

Já fiz e publiquei alguns outros. Gosto de escrever essas coisas, mas confesso que não me sinto tão à vontade quanto a escrever ensaios ou roteiros de Quadrinhos. Ainda estou engatinhando nessa de poesia. (rs)

Abração e boa noite!
Roberto Guedes disse…
José, Alexandre, que bom que gostaram! Muito obrigado pelas efusivas mensagens.

Abraços!
Oi, Roberto... Olha eu aqui também!!! rsrsrsrsrs.
Adorei a poesia e como comentei lá no Face, esse Roger é um cara maneiro.
Beijão...
Roberto Guedes disse…
Legal receber sua visita aqui, Paula! Pois é, o Roger sabe das coisas. Quer dizer, não sabe, ainda está aprendendo... como todos nós.
Beijo! :)
Anônimo disse…
Temos de tentar seguir a nossa vida por nossa própria mente, não fazer parte do rebanho, não aceitar tudo que a sociedade queira nos impor. Isso não é ser antisocial, é ter independência e personalidade próprias. É isso que Roger procura e me espelho nele.
Parabéns,Roger, parabéns, Roberto.


Nildo
Anônimo disse…
Guedão, o poeta!!!
Que maravilhoso, isso!!!

Cesar
Anônimo disse…
Beleza Guedes.
Muito legal.
Segue em frente com esta veia de poeta, mas não esqueça os quadrinhos, hein?
Andre Bufrem
Wendell disse…
Mais uma vez,excelente!

O mais legal de tudo foi você pegar o Roger e colocá-lo no poema. A reflexão do herói. De um herói que tem anseios, problemas, alegrias... como qualquer um de seus leitores.

Enfim, um poema (reflexão), que não é só do Roger. É nosso!

Abraços!

Wendell
Roberto Guedes disse…
Grato, Wendell! Se quem lê consegue se colocar no lugar de Roger, então acredito que o poema tenha cumprido a sua missão! :)
Roberto Guedes disse…
Bufrem, não se preocupe: não tem como largar as HQs! (rs)

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Cesão, seu entusiasmo me encoraja a continuar... :)

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Nildo, muito obrigado! Gostei também do seu ponto de vista a respeito do texto.

Abraço a todos!
Anônimo disse…
Sua relação com Roger Mandari/Meteoro é mais profundo. Seria ele seu alter ego?

José Valcir
Roberto Guedes disse…
Olha o Valcir a conjeturar!... :)
Lucas Pimenta disse…
Tinha que virar HQ, isso sim! Baita poema!
Roberto Guedes disse…
Olha aí, ideia interessante, Lucas! :)
poetisa Stein disse…
gostei dessa poesia, intensa....
abraços
Roberto Guedes disse…
Obrigado, Poetisa Stein!
Abraço!