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Mostrando postagens de Agosto, 2012

Tom, Peter e Roger

Não é de hoje que as pessoas me perguntam quais foram as minhas principais inspirações na criação do Meteoro. Se você googlar, é bem capaz de encontrar na rede alguma entrevista na qual eu digo que as histórias clássicas do Homem-Aranha e a primeira série do Nova (escrita por Marv Wolfman) são as minhas principais influências na concepção do Meteoro, lá atrás, nos anos 1980.

E é a pura verdade! Depois, com o passar do tempo e das edições, o personagem foi adquirindo identidade própria, se afastando por completo de suas "raízes"; até chegarmos às novas HQs publicadas no trepidante Almanaque Meteoro. 
Há quem garanta, contudo, que Meteoro é autobiográfico, mas... olha... eu não voo!
OK! Mas há mais uma obra importante que me influenciou: Tom Sawyer, do escritor americano Mark Twain. A primeira vez que eu tive contato com os livros protagonizados por Tom, As Aventuras de Tom Sawyer, Tom Sawyer - Detetive e As Viagens de Tom Sawyer, foi quando ainda cursava a 5ª série do ginásio…

Joe Kubert: honra nas alturas

 “A sensação que eu tenho é que os Quadrinhos não devem absolutamente nada a nenhuma outra arte existente", disse Joe Kubert, um dos maiores quadrinistas de todos os tempos, falecido em 12 de agosto de 2012.
Kubert, judeu, nasceu na Polônia em 18 de setembro de 1926, mas foi criado no bairro do Brooklyn, em Nova York desde os seus dois meses de vida. Pequeno, já demonstrava uma grande aptidão por desenhos, rabiscando com giz a calçada em frente a sua casa. Fascinado por Tarzan e Príncipe Valente de Hal Foster, Flash Gordon de Alex Raymond, e Terry e os Piratas de Milton Caniff, sonhava, um dia, trabalhar com Quadrinhos.
E isso não tardou a acontecer. Ainda adolescente foi estagiário no estúdio de Will Eisner e Jerry Iger. Lá, conheceu Dave Berg – o mesmo da série O Lado Irônico da revista MAD, e Bob Powell, um dos grandes ilustradores do meio, que trabalhou nas séries Sheena, A Rainha da Selva e Os Falcões.
Contando com tantas boas influências, Kubert conseguiu, em 1943, seu prime…

No princípio era tudo underground

De vez em quando eu gosto de dar uma fuçada em meus arquivos, pois sempre acabo encontrando alguma coisa interessante pra postar no Manifesto. Foi o que aconteceu outro dia, ao me deparar com o meu único exemplar da revista Udigrudi Especial 1, da Editora Phenix, lançada em novembro de 1990. 
Você deve estar perguntando agora "Mas e daí?". Bem, eu explico: esse gibi estilo underground traz uma das minhas primeiras HQs publicadas profissionalmente. Trata-se de uma história de seis páginas intitulada "1955", que conta de uma maneira pra lá de debochada como é que o Rock and Roll surgiu na América. A arte ficou por conta dos lendários Tony Fernandes e Wanderley Felipe - dobradinha que, por sinal, era dona da editora. 
A primeira vez que vendi roteiros foi em 1988, para o Gilberto Firmino da GED (Galvão Editora e Distribuidora), e, no ano seguinte, Tony e Wanderley publicaram algumas dessas minhas histórias pela Editora Ninja. A turma da Phenix era das melhores, e entre …