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Mostrando postagens de Junho, 2014

Lembrando um superdesenhista

Por cerca de 30 anos, Curt Swan reinou praticamente absoluto no comando artístico dos gibis de Superman, e com seu estilo clássico redefiniu não só o visual do herói, mas também os de vários personagens coadjuvantes.
Em alguns momentos, Neal Adams, Ross Andru, Jose Garcia-Lopez e Gil Kane chegaram a revezar com Swan, mas ninguém assumiria em definitivo o posto que a editora lhe confiou, até que, John Byrne, em 1986, reformulasse o Homem de Aço para os novos tempos [vide a foto ao lado, com Swan, de maneira simbólica, passando o lápis a Byrne].
Por essas e outras, a minha coluna Universo Marvel/DC da edição 56 da Mundo dos Super-Heróis é dedicada a esse grande e subestimado artista da DC Comics, falecido em 1996. A revista se encontra à venda nas principais bancas do país, e traz inúmeras outras atrações, como os 75 anos de Batman e curiosidades sobre Flash Gordon e Demolidor.
© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

"Hulk esmaga o Radical Chic"

O título também poderia ser Jamais duvide da veia poética do Incrível Hulk. Nesta aventura de 1970, republicada no Brasil apenas uma vez pela Bloch Editores, em O Incrível Hulk 16 (1976), o Gigante Verde vai parar numa festa de ricaços enfadonhos, e não fica nada feliz com isso. 

Agora confira a imagem ao lado:

O loiro de franjinha ao fundo é o jornalista Tom Wolfe - escritor, jornalista, um dos fundadores do propagado movimento "Novo Jornalismo" das décadas de 1960-70, e criador do termo "Radical Chic".

HQ divertida e surreal escrita pelo genial Roy "The Boy" Thomas, com desenhos de Herb Trimpe e John Severin. 

Fica a dica, true believer!

* Via perfil do autor no Facebook. *

© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

De novo, novamente, outra vez

A sensação era de puro déjà vu. Parado naquela esquina, à espera de sabe-se lá o quê, a brisa gélida outonal de fim de tarde refrescava-lhe as bochechas brancas. Seu cabelo loiro, cacheado e desgrenhado rebelava-se ao léu, enquanto os olhos cerrados pareciam enxergar muito longe. Não na distância, mas no tempo.

O sorriso formou-se em seus lábios, numa constatação de plena alegria, enquanto que da casa de muro baixo atrás dele, as ondas de um estéreo ressoavamHey You do Bachman-Turner Overdrive. “Ah, como eu queria mudar o mundo”, sussurrou, enquanto erguia os braços para o céu, num sinal declarado de boas-vindas ao crepúsculo.

Não estava mais lá.
Estava em outro lugar.
Em outro tempo.
Outra vez.

Nada mal. Viajar ao passado não é uma proeza fácil de se realizar. Ainda mais usando apenas a “força de vontade”. As sensações tomam seu corpo, e os sentidos ficam aflorados. Sente os aromas com uma exatidão impressionante, e ouve-se ruídos que há muito ficaram perdidos no entroncamento do infinito …

Cronologia Meteoro

Meteoro foi o segundo super-herói brasileiro a ganhar uma reportagem de quatro páginas na revista Mundo dos Super-Heróis. Aconteceu na segunda edição do magazine, em 2006 (o Capitão 7 apareceu no nº 1).

O editor Manoel de Souza fez uma longa entrevista comigo e intercalou meus depoimentos com várias informações e imagens do personagem. 

Ficou muito bacana! 

A nova fase de aventuras do Meteoro estava em via de ser lançada por uma editora, mas devido a alguns imprevistos, isso só acabou ocorrendo em 2010, com a publicação do ALMANAQUE METEORO.

* Via perfil do autor noFacebook. *

© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

Brazilian Way of Life

Não é de hoje que a cultura norte-americana exerce enorme influência no dia a dia do brasileiro. Coca-Cola, Hot Dog, Hamburger, Jeans, Rock etc. estão presentes na vida de todo mundo, e foi a partir dos anos 1950, principalmente com a consagração da televisão em nossos lares, que o consumo desses itens se tornou um hábito corriqueiro. 

Não há como dissociar esses aspectos da política desenvolvimentista do presidente Juscelino Kubitschek, cujo plano de metas visava fazer o país crescer “50 anos em cinco”, principalmente incentivando a industrialização nos setores de bens de consumo, como automóveis e eletrodomésticos. Para isso freou as importações e abriu as portas para o capital estrangeiro, ou seja, para a implantação de multinacionais em solo brasileiro.

Isso promoveu a geração de mais empregos e uma renovação no comércio. O Brasil ia perdendo seu aspecto ruralista, cada vez mais urbanizado e imerso no american way of life. Próximo do fim do mandato de JK, a insatisfação crescente de…