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Corto Maltese: quadrinho biográfico

Corto Maltese é uma criação do roteirista e desenhista italiano Hugo Pratt, cuja primeira aparição se deu em Sgt. Kirk 1, em julho de 1967.A história de estreia desse charmoso marinheiro no mercado italiano de fumetti é A Balada do Mar Salgado, uma movimentada trama envolvendo contrabandistas e piratas. 
Maltese é filho de um marujo com uma cigana. Ainda cedo descobriu que a palma de sua mão não trazia a linha da vida, então rasgou sua carne com a faca de seu pai, traçando o seu próprio destino. 
Em suas aventuras no princípio do século 20, Corto encontrou-se com personalidades reais como o jornalista Jack London, o novelista Ernest Hemingway, e o bandoleiro brasileiro Corisco; e vivenciou vários fatos históricos, como a Primeira Guerra Mundial, e a ascensão do fascismo na Itália. 
Embora ele tente manter-se neutro aos problemas externos, acaba sempre tomando partido dos menos favorecidos. Tanto as experiências como o perfil psicológico do personagem trazem muito de seu autor, que morou …
Postagens recentes

O melhor faroeste do mundo!

Ken Parker é um personagem concebido pelos italianos Giancarlo Berardi (roteiro) e Ivo Milazzo (arte), cuja estreia ocorreu em Ken Parker 1 (junho de 1977), da Sergio Bonelli Editore. Ao longo dos anos passou por outras casas editoriais, inclusive pela Panini.
Trata-se provavelmente da melhor série em quadrinhos de faroeste, considerada por público e crítica uma verdadeira obra-prima. Suas tramas são caracterizadas pela abordagem realista e sensível, o que confere mais humanidade aos personagens – consequentemente, maior empatia com o leitor. 
A figura de Ken Parker é baseada na do ator Robert Redford, com direito a nariz aquilino. Ele é chamado também de “Rifle Comprido” por causa do seu velho arcabuz Kentucky – uma arma de longo alcance e tiro único. 
A trajetória de Ken Parker começa com um ato de vingança contra os assassinos de seu irmão mais novo, mas se desenvolve para outras questões, como a luta pelos direitos dos indígenas americanos. 
Entre suas belas histórias destacam-se: Che…

Martin Mystère: o herói que modernizou a Bonelli

Um dos mais fascinantes personagens do quadrinho italiano, Martin Mystère é um pouco de tudo: arqueólogo, escritor, especialista em arte, colecionador e, claro, um tremendo aventureiro. 
Seu conhecimento sobre os mais variados assuntos (parapsicologia, civilizações perdidas e extraterrestres) impressiona a todos, e por isso é requisitado tanto pela polícia nova-iorquina como por uma agência secreta do governo americano para elucidar alguns casos enigmáticos.
Em suas andanças pelo mundo, sempre à procura do desconhecido, vai acompanhado do fiel amigo Java, um genuíno Homem de Neandertal. Durante um bom tempo, Martin conseguiu enrolar sua namorada, Diana Lombard, com seu charme e conversa fiada, mas enfim eles se casaram (nos anos 1990). 
Criado pelo roteirista Alfredo Castelli - seu primeiro desenhista foi Giancarlo Alessandrini -, surgiu originalmente em Martin Mystère 1, em abril de 1982. O personagem também é considerado um divisor de águas na trajetória da Sergio Bonelli Editore. Ante…

Herói mirim de outrora

Se você tem menos de 45 anos é pouco provável que tenha ouvido falar do Supermino ("Superino" no original), do histórico semanário italiano Corrieri dei Piccoli - do jornal Corriere Della Sera. Uma criação de Gami (roteiro) e Mario Sbattella (arte). 
A estreia ocorreu na quinta edição do Piccoli, em 3 de fevereiro de 1974 - embora algumas fontes, muito vagas, afirmem que o personagem já teria aparecido em edições do Piccoli entre os anos de 1957 e 1961.De qualquer maneira, é notório que o personagem fez parte da reformulação do suplemento iniciada em 1972, estreando na edição 5 (quinta semana de 1974). 
Mino é um menino tímido e inteligente que vive no circo do seu tio. Seus melhores amigos são o gato Anacleto e a menina Liliam. O felino é o único que sabe o segredo de sua dupla identidade. Apesar do roteiro extremamente ingênuo, era uma série divertida, com um protagonista simpático que tinha poderes semelhantes aos do Superboy (superforça, supervisão, capacidade de voar etc.…

Político não é herói

Guepardo é um personagem de minha autoria, em parceria com o desenhista Marcelo Borba, que surgiu em A Lenda Chamada Guepardo 1 (1998). Sua história se passa no final dos anos 1970, em pleno regime militar. Filho de um jornalista exilado, o herói foi acusado de ser um agente comunista, sendo perseguido e capturado pelas forças armadas. O tempo passou, e a justiça acabou por prevalecer. Pai e filho foram inocentados das acusações, enquanto seus inimigos entraram pelo cano - ou melhor, em cana.

Em Almanaque Meteoro 4 (2013) foi reproduzida uma página - ainda sem arte-final - daquela que seria a segunda edição do Guepardo, mas que jamais foi lançada. Os leitores ficaram muito curiosos com a cena, em que se vê claramente o herói felino tentando apaziguar um confronto entre policiais e grevistas (metalúrgicos do ABC Paulista). Sim, o barbudinho que leva uma gravata do PM é aquela pessoa que você está imaginando...

Devo dizer que na época em que escrevi o roteiro, tinha-o como um grande líder…

Homem-Aranha: Cinco décadas de sucesso no Brasil

Embora o Álbum Gigante 11, lançado pela EBAL (Editora Brasil-América Ltda) em agosto de 1968, seja o primeiro gibi brasileiro a publicar uma história em quadrinhos do Homem-Aranha, a estreia de fato do personagem ocorreu mais de um ano antes, em forma de anúncio, em Superxis 0, de julho de 1967. Um título que trazia as aventuras do Incrível Hulk e do Príncipe Submarino.

Na verdade, era a reprodução de um anúncio americano de camisetas dos heróis Marvel, publicado nas revistas originais dessa editora, que faziam um tremendo sucesso nos Estados Unidos. Entre os heróis estava lá o aracnídeo - ainda como "Spider-Man", sem a tradução do codinome - e de sua contraparte "civil", Peter Parker.

Finalmente, em abril de 1969, a EBAL lançou sua revista solo: O Homem-Aranha - como parte de um pacote de novas publicações que também trouxe o Demolidor (Marvel), Aquaman (DC Comics) e Judomaster (Charlton Comics). O Aranha alcançou a expressiva marca de 70 números, sem contar outra…

50 anos da Marvel no Brasil

Em julho de 1967, os super-heróis da Marvel estreavam em nosso país via EBAL (Editora Brasil-América Ltda), de Adolfo Aizen. Eram personagens inteiramente novos, modernos e de estrondoso sucesso nos Estados Unidos - desde a fundação do Universo Marvel em 1961, capitaneado por Stan Lee, e coproduzido por grandes artistas como Jack Kirby e Steve Ditko, entre outros.

Homem de Ferro, Namor, Hulk, Thor e um repaginado Capitão América também faziam sucesso em desenhos animados da televisão, chegaram aqui amparados por uma forte campanha publicitária, que também envolvia brinquedos, discos compactos, álbuns de colorir e outros acessórios infantis, além do patrocínio da rede de postos de combustíveis Shell.  Em seguida vieram o Homem-Aranha, o Demolidor e o Quarteto Fantástico.

No decorrer do tempo, outras editoras nacionais também investiram nesses super-heróis fantásticos. Desde aquelas consideradas pequenas (ou "nanicas", conforme os fãs), vide GEP (Gráfica Editora Penteado), GEA…