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50 anos de Mylar, o herói misterioso

Em maio de 1967, a editora paulista Taika lançava a primeira edição de Mylar, criação do artista ítalo-brasileiro Eugenio Colonnese, para aproveitar o momento de popularidade com o gênero super-herói, renovado pela chegada dos personagens Marvel à televisão brasileira.

Mylar era um alienígena que tinha como missão trazer a paz ao planeta Terra - nem que para isso precisasse usar seus poderosos punhos. Ele trajava uma roupa vermelha bem chamativa e usava um cinturão atômico, que lhe permitia voar. Seu apelido era "Homem-Mistério", pelo fato de ninguém saber como era sua face, sempre encoberta por uma máscara totalmente fechada.

Colonnese contava com a colaboração de Luiz Merí nos roteiros. Após oito edições lançadas o título foi cancelado, e o personagem desapareceu das bancas por um bom tempo, até que, em 1986, foi homenageado - junto a outros personagens e personalidades do mundo real - numa HQ de Watson Portela para o especial Paralelas, da Press Editorial.

Em 1991, ganhou um…
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Poesia de peso

José Antônio Cardoso de Borba é um webdesigner lá de Porto Alegre, mas quando adentra ao mundos das HQs - vide seus trabalhos de colorista no Almanaque Meteoro -, assume o codinome Zé Borba.

Alma inquieta, artística e filosófica, Borba lançou há pouco o fanzine Paquiderme, dedicado à poesia e ao trocadilho bem humorado. Como a que destaco a seguir:

"Que cheiro tem
esse teu olhar
de peixe morto"

O lance legal é que Borba também é desenhista, e de clara ascensão técnica. Um estilo que remete ao underground. Algumas de suas ilustrações podem ser apreciadas no miolo do zine (como a capa), e também no pacote de bolso Subversonhos - outra publicação de sua autoria.

Subversonhos é um conjunto de cards coloridos com ilustrações e frases reflexivas. "Mercedes sonha em mata-lo. De susto. No dia do seu aniversário. De casamento", e por aí vai. Definitivamente, uma forma diferente e interessante de divulgar e vender sua obra.

Para mais informações contate o autor via e-mail…

Super-heróis pernambucanos

Sandro Marcelo Farias, ou simplesmente Sandro Marcelo, pode ser definido como um autor arretado. Natural de Pernambuco, Sandro é uma figura constante no cenário de quadrinhos do nordeste do país, participando, desde 2003, de vários eventos e publicações independentes - algumas de sua própria autoria.

São os casos das revistas Conversor e Invulneráveis - 16 páginas, capa colorida e miolo P/B. Tratam-se de HQs de super-heróis bem movimentadas, imaginativas e dentro de um universo compartilhado - o Saniverso -, baseadas em Recife.

O primeiro é o alter ego fictício do próprio autor. Conversor é um "supra-humano" (como são classificadas as pessoas com poderes especiais no Saniverso), a serviço do Projeto Metagenoma.

Ele enfrenta supervilões sobre o céu da cidade, sem saber que há um grupo de políticos corruptos manipulando todos os acontecimentos.


Já os Invulneráveis é o supergrupo clássico, com vários personagens e personalidades conflitantes, porém unidos pelo bem maior: Agil…

Algumas palavras sobre Punho de Ferro

Eu estava com um pé atrás com o seriado do Punho de Ferro transmitido pela Netflix. Além do trailer não ter me empolgado muito, os comentários nas redes sociais, de quem já havia assistido a série toda, não eram nada estimulantes.

Alguns diziam que o personagem estava completamente descaracterizado, outros atestavam que o ritmo era lento demais, ou que as cenas de briga eram canhestras - principalmente se comparadas às do seriado do Demolidor.

Entrementes a esses comentários desfavoráveis, também fiquei sabendo das acusações de o seriado fazer "apropriação cultural", simplesmente por ser o protagonista um homem branco usufruindo da filosofia e artes-marciais asiática.

Ao ser indagado sobre esse assunto, o cocriador do personagem nas HQs, o roteirista Roy Thomas, mostrou-se indignado: "Tento não pensar nisso. Meu Deus! É só uma história de aventura. Essas pessoas não tem mais o que fazer do que se preocupar com o fato do Punho de Ferro não ser oriental?", ao que, …

Homenagens ao Meteoro e seus amigos

Enquanto a sétima edição do Almanaque Meteoro não sai, seguem algumas artes bacanas feitas por talentosos desenhistas, que decidiram prestar homenagem ao Mascarado Voador e alguns outros personagens de minha autoria. Assim como eu, tenho certeza de que o leitor do Manifesto vai saber apreciá-las.

Meteoro em estilo cartum - Por Mack DK

Os Protetores em estilo cartum - Por Mack DK

Meteoro dando um recado - Por John Castelhano

Guepardo em ação - Por Rom Freire

A Protetora - Por Lancelott Martins

Zan-Garr - Por Lancelott Martins


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Herói sem graça

Depois da divertida passagem de Mark Waid pela série do Homem sem Medo, a desconfiança foi geral em relação às novas histórias escritas por Charles Soule. E não é para menos: Waid vai deixar saudade, pois escrevia de uma maneira que dificilmente será repetida por outro autor.

Seu Demolidor era leve, para cima, enquanto que nos dias de hoje, nas HQs de super-heróis, soar sisudo e depressivo é o lugar-comum.

É mais ou menos isso que vemos em Demolidor 12 (fevereiro/2017), da Panini Comics, com desenhos incrivelmente sombrios do veterano artista Ron Garney - algo bem diferente de seu estilo ensolarado visto, por exemplo, em gibis antigos do Capitão América e Homem-Aranha.

Não é que a trama seja ruim. Não é! O Demolidor se vê às voltas com um novo vilão no bairro chinês, o bizarro Dezdedos. Uma espécie de mafioso e líder religioso ao mesmo tempo. Além disso, o herói cego ganhou um sidekick: Ponto Cego.

Trata-se de um oriental que vive ilegalmente nos Estados Unidos, e que desenvolveu uma…

O Vigia original da Charlton Comics

Todo fã da Marvel conhece Uatu, alienígena gigante e careca da raça dos Vigias - seres quase tão antigos quanto a criação do universo, que só observam e registram os acontecimentos históricos sem nunca interferirem. Se bem que Uatu quebrou esse juramento algumas vezes para ajudar os habitantes do planeta Terra, em particular, seus amigos do Quarteto Fantástico.

A primeira aparição de Uatu aconteceu em Fantastic Four 13 (abril/1963), sendo uma criação conjunta de Stan Lee (roteiro) e Jack Kirby (arte). Com o passar do tempo, suas participações se tornaram mais corriqueiras, levando-o até mesmo a ganhar uma série solo intitulada Contos do Vigia, nas páginas de revistas como Tales of Suspense,Silver Surfer e Marvel Super-Heroes. Ele também se tornou o narrador oficial de What If? (E Se..., no Brasil), e por aí vai...

Contudo, três anos antes, a concorrente Charlton Comics publicou em Mysteries of Unexplored Worlds 18 (maio/1960), a curiosa "The Forbidden Formula" ("A fórm…