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Homem-Aranha: Cinco décadas de sucesso no Brasil

Embora o Álbum Gigante 11, lançado pela EBAL (Editora Brasil-América Ltda) em agosto de 1968, seja o primeiro gibi brasileiro a publicar uma história em quadrinhos do Homem-Aranha, a estreia de fato do personagem ocorreu mais de um ano antes, em forma de anúncio, em Superxis 0, de julho de 1967. Um título que trazia as aventuras do Incrível Hulk e do Príncipe Submarino.

Na verdade, era a reprodução de um anúncio americano de camisetas dos heróis Marvel, publicado nas revistas originais dessa editora, que faziam um tremendo sucesso nos Estados Unidos. Entre os heróis estava lá o aracnídeo - ainda como "Spider-Man", sem a tradução do codinome - e de sua contraparte "civil", Peter Parker.

Finalmente, em abril de 1969, a EBAL lançou sua revista solo: O Homem-Aranha - como parte de um pacote de novas publicações que também trouxe o Demolidor (Marvel), Aquaman (DC Comics) e Judomaster (Charlton Comics). O Aranha alcançou a expressiva marca de 70 números, sem contar outra…
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50 anos da Marvel no Brasil

Em julho de 1967, os super-heróis da Marvel estreavam em nosso país via EBAL (Editora Brasil-América Ltda), de Adolfo Aizen. Eram personagens inteiramente novos, modernos e de estrondoso sucesso nos Estados Unidos - desde a fundação do Universo Marvel em 1961, capitaneado por Stan Lee, e coproduzido por grandes artistas como Jack Kirby e Steve Ditko, entre outros.

Homem de Ferro, Namor, Hulk, Thor e um repaginado Capitão América também faziam sucesso em desenhos animados da televisão, chegaram aqui amparados por uma forte campanha publicitária, que também envolvia brinquedos, discos compactos, álbuns de colorir e outros acessórios infantis, além do patrocínio da rede de postos de combustíveis Shell.  Em seguida vieram o Homem-Aranha, o Demolidor e o Quarteto Fantástico.

No decorrer do tempo, outras editoras nacionais também investiram nesses super-heróis fantásticos. Desde aquelas consideradas pequenas (ou "nanicas", conforme os fãs), vide GEP (Gráfica Editora Penteado), GEA…

A volta do Status Comics

Em maio de 1989, eu estava no comecinho de carreira, e fazia roteiros de HQs para pequenas editoras de São Paulo, quando, inspirado por revistas como AmazingHeroes e Comics Interview, decidi me lançar também no jornalismo cultural, com a publicação do meu primeiro fanzine: o Status Quo Comics.

O Status Comics, como ficaria mais conhecido entre os leitores, trazia novidades do mercado de quadrinhos, entrevistas e reportagens longas sobre autores e personagens; e caiu no agrado geral – sendo largamente divulgado em jornais e revistas de circulação nacional da época. Em 1992, após 10 edições, o Status Comics se transformou num selo editorial, que abrigou sob sua chancela, os gibis independentes Meteoro, Os Protetores e ForçaMáxima. Em 1995, uma segunda série do Status Comics foi lançada, em quatro edições bem populares.


Agora em sua terceira encarnação, o Status Comics retorna maduro, profissional, e com um teor jornalístico mais opinativo, sem abrir mão do enfoque histórico. Trata-se de u…

Criador de Deuses: Sucesso no lançamento!

No último sábado - 1º de julho - aconteceu o lançamento e tarde de autógrafos do meu novo livro, a biografia Jack Kirby - O Criador de Deuses, na livraria Comix Book Shop. Apesar do frio de arrepiar, típico do inverno paulistano, o evento lotou.

Foi emocionante, e o mínimo que posso fazer é agradecer pelo prestigio e carinho de tanta gente bacana. De leitores a profissionais da área editorial; aos amigos de longa data e familiares; aos colaboradores do Almanaque Meteoro e, é evidente, ao pessoal da Editora Noir e da Comix - responsáveis diretos pela realização do evento.

Na mesma ocasião, o grande jornalista Gonçalo Junior - de tantas e imprescindíveis obras sobre artes em geral - estava autografando exemplares de seu recém-lançado A Subversão pelo Prazer (dedicado ao trabalho do italiano Milo Manara), também da Noir.

Aliás, queria deixar registrado aqui o meu sincero muito obrigado ao Gonçalo, pelo trabalho de edição preciso e também pelo prefácio que escreveu para o meu livro. E ta…

50 anos de Mylar, o herói misterioso

Em maio de 1967, a editora paulista Taika lançava a primeira edição de Mylar, criação do artista ítalo-brasileiro Eugenio Colonnese, para aproveitar o momento de popularidade com o gênero super-herói, renovado pela chegada dos personagens Marvel à televisão brasileira.

Mylar era um alienígena que tinha como missão trazer a paz ao planeta Terra - nem que para isso precisasse usar seus poderosos punhos. Ele trajava uma roupa vermelha bem chamativa e usava um cinturão atômico, que lhe permitia voar. Seu apelido era "Homem-Mistério", pelo fato de ninguém saber como era sua face, sempre encoberta por uma máscara totalmente fechada.

Colonnese contava com a colaboração de Luiz Merí nos roteiros. Após oito edições lançadas o título foi cancelado, e o personagem desapareceu das bancas por um bom tempo, até que, em 1986, foi homenageado - junto a outros personagens e personalidades do mundo real - numa HQ de Watson Portela para o especial Paralelas, da Press Editorial.

Em 1991, ganhou um…

Poesia de peso

José Antônio Cardoso de Borba é um webdesigner lá de Porto Alegre, mas quando adentra ao mundos das HQs - vide seus trabalhos de colorista no Almanaque Meteoro -, assume o codinome Zé Borba.

Alma inquieta, artística e filosófica, Borba lançou há pouco o fanzine Paquiderme, dedicado à poesia e ao trocadilho bem humorado. Como a que destaco a seguir:

"Que cheiro tem
esse teu olhar
de peixe morto"

O lance legal é que Borba também é desenhista, e de clara ascensão técnica. Um estilo que remete ao underground. Algumas de suas ilustrações podem ser apreciadas no miolo do zine (como a capa), e também no pacote de bolso Subversonhos - outra publicação de sua autoria.

Subversonhos é um conjunto de cards coloridos com ilustrações e frases reflexivas. "Mercedes sonha em mata-lo. De susto. No dia do seu aniversário. De casamento", e por aí vai. Definitivamente, uma forma diferente e interessante de divulgar e vender sua obra.

Para mais informações contate o autor via e-mail…

Super-heróis pernambucanos

Sandro Marcelo Farias, ou simplesmente Sandro Marcelo, pode ser definido como um autor arretado. Natural de Pernambuco, Sandro é uma figura constante no cenário de quadrinhos do nordeste do país, participando, desde 2003, de vários eventos e publicações independentes - algumas de sua própria autoria.

São os casos das revistas Conversor e Invulneráveis - 16 páginas, capa colorida e miolo P/B. Tratam-se de HQs de super-heróis bem movimentadas, imaginativas e dentro de um universo compartilhado - o Saniverso -, baseadas em Recife.

O primeiro é o alter ego fictício do próprio autor. Conversor é um "supra-humano" (como são classificadas as pessoas com poderes especiais no Saniverso), a serviço do Projeto Metagenoma.

Ele enfrenta supervilões sobre o céu da cidade, sem saber que há um grupo de políticos corruptos manipulando todos os acontecimentos.


Já os Invulneráveis é o supergrupo clássico, com vários personagens e personalidades conflitantes, porém unidos pelo bem maior: Agil…