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Gibilândia 11: histórias sci-fi e heróis da TV

O novo número do fanzine Gibilândia está repleto de atrações para os colecionadores sérios, fãs de sci-fi, adaptações de personagens famosos e apreciadores em geral das gloriosas Era de Prata e Era de Bronze dos quadrinhos. Eu assino dois artigos:   Aqueles outros heróis da tv, que conta como foi a transposição de alguns dos mais icônicos aventureiros da telinha nos anos 1970 para os gibis. São os casos de O Homem de Seis Milhões de Dólares, Mulher Biônica, Poderosa Ísis e do Homem do Fundo do Mar, com muitas informações de bastidores, seus autores e publicações brasileiras.   Como implodir um herói, uma análise crítica da trajetória do jovem e poderoso Nuclear, criação de Gerry Conway e Al Milgrom para a DC Comics em 1978.   Sobre as HQs:   O Homem Negativo – House of Mystery 84, março de 1959. Um clássico dos quadrinhos sci-fi assinado pelo “Rei” Jack Kirby e só publicado pela DC Comics após sua saída da editora, quando, inclusive, já havia iniciado sua parceria lendár
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Raridades no Gibilândia 10

 A nova edição do fanzine Gibilândia  apresenta atrações imperdíveis para os amantes das histórias clássicas. Materiais raríssimos e obscuros ou que caíram em domínio público. Seguem adiante mais informações sobre as HQs e a entrevista imperdível: Laço temporal – Estrelando os Herdeiros do Apocalipse, os protagonistas de Doomsday + 1, série de aventura e ficção científica lançada pela Charlton Comics em julho de 1975. No Brasil, as primeiras duas histórias do grupo foram publicadas na revista Spektro, da Editora Vecchi, em 1980. A HQ publicada no Gibilândia 10 foi retirada do prozine Charlton Bullseye 4, roteirizada e escrita pelo lendário John Byrne. Embora estivesse em seu início de carreira, o autor dava mostras de sua genialidade e talento. Logo depois ele migraria para a Marvel, onde, literalmente, faria história. Kraven ataca... o Espetacular Homem-Aranha – Uma preciosidade produzida pela Marvel em 1974, que pouca gente hoje tem conhecimento, pois nunca antes havia sido

Gibilândia 9: uma edição repleta de superatrações!

Foi uma longa espera desde o último lançamento do Gibilândia, causada pela impositiva quarentena a que todo mundo, literalmente, foi submetido. Agora, com a rotina restabelecida, e com a confiança de voltar a frequentar gráfica e agências do Correios – obedecendo, claro, os protocolos de distanciamento social e higiene –, não há mais nada que impeça a retomada de todos os títulos do Manifesto. Assim, Gibilândia 9 já está à venda, co m uma série de raridades e preciosidades; a começar pela capa, com a emblemática ilustração que John Byrne fez para a revista Time em 1988, na ocasião dos 50 anos de Superman. Na mesma época foi produzida a HQ Das coisas que os sonhos são feitos – Escrita e desenhada por Dave Gibbons, Brian Bolland, Alan Davis e Garry Leach. Idealizada como um gibi promocional, cujas vendas levantariam fundos para uma exposição de Superman organizada pela prefeitura de Cleveland, cidade natal de Jerry Siegel. Infelizmente, a DC Comics não permitiu a publicaçã

Adeus, Denny O'Neil!

Não vou listar aqui todos os seus feitos -- já tenho livros e artigos escritos o suficiente sobre o cara --, apenas deixar registrada uma sincera homenagem à memória de um dos maiores ídolos dos quadrinhos. O'Nei foi um dos principais roteiristas e editores da DC e Marvel. Começou ainda nos anos 1960, mas foi a partir de 1970, nos títulos do Batman e do Lanterna Verde, que  ajudou a transformar e amadurecer as HQs americanas, dando o pontapé inicial à gloriosa Era de Bronze. Tempos atrás, tive o prazer de conversar com ele no Facebook, e agendamos uma entrevista. Seria fenomenal trazer suas palavras diretamente para o público leitor brasileiro. Infelizmente, contanto, algo deu errado, e as respostas jamais foram enviadas. Depois soube, por intermédio de outro gigante da indústria, Roy Thomas, que O'Neil não estava bem de saúde. Situação agravada pela tristeza da morte de sua esposa, Marifran, em 2017. Eles viveram aquele tipo de caso de amor de cinema, ou de gibis, por assim di

Viagem no tempo com a Somtrês

Em 1981, eu tinha apenas 15 anos mas já curtia rock and roll havia "séculos". Contudo, não sabia nada dos bastidores do show biz, da história das bandas, das discografias etc.  Minha primeira incursão nesse mundo de informações foi por meio da revista As Melhores Bandas de Rock de Todos os Tempos, da Editora Três. Uma edição especial da Somtrês - que era uma publicação voltada para aparelhagem de som. Era a primeira publicação desse gênero lançada pela empresa do argentino naturalizado brasileiro Domingo Alzugaray, e eu estava lá para conferir. A edição propriamente dita ficou a cargo de Maurício Kubrusly (aquele mesmo), enquanto a seleção das bandas e textos jornalísticos foram feitas pelos míticos José Emílio Rondeau e Ana Maria Bahiana. Cream, Pink Floyd, Led Zeppelin, Rolling Stones, Beatles, The Who, Sex Pistols e tantas outras bandas marcavam presença naquelas páginas bem redigidas, diagramadas e recheadas de fotos incríveis. De brinde veio uma fita virgem Mac - qu

1968 ainda não acabou

1968 -  O Ano que não terminou é um livro interessante que sempre me fez pensar: Seria  a visão comunista de uma era turbulenta, ou uma narrativa jornalística sincera de um período histórico? Não me lembrava muito bem! Também pudera - como diria Walter Franco -, eu li este livro pela primeira vez há mais de 30 anos. Digo, a primeira edição - quando cursava História na Faculdade São Marcos. Queria saber das histórias que Zuenir Ventura tinha para contar; o jornalista que chegou a ser preso durante o Regime Militar, e só saiu da cadeia graças ao "reacionário" Nelson Rodrigues. Lembro que na época gostei do livro, e até recomendei a alguns conhecidos. Um deles preferiu me pedir emprestado. Acabei emprestando e, para o meu infortúnio, nunca mais vi meu exemplar. Só muito tempo depois fiquei sabendo que o pidão era comunista - mais pose e garganta do que atitude. Não sei se isso tem alguma coisa a ver... Mas  OK! A Companhia das Letras o relançou depois como uma edição "rem

Bulgákov, Stalin e Jagger

Já ouviu falar do livro O Mestre e Margarida?  Nem tenho como negar... descobri Mikhail Bulgákov por causa de Mick Jagger, que compôs Sympathy For the Devil inspirado neste famoso romance da literatura russa. Durante muitos anos, meu acesso ao texto se restringiu a uma tradução meio amadora armazenada num disquete (você se lembra desse equipamento?). Nunca terminei a leitura, pois era muito ruim ler no computador. Fato q ue só seria remediado, ao adquirir em 2019 a edição primorosa da Editora Schwarcz (traduzido direto do russo por Zoia Prestes). Bulgákov sofreu perseguição política de Josef Stalin, e muitas de suas obras foram censuradas - principalmente O Mestre e Margarida, cuja primeira publicação, com cortes, só foi lançada em 1966, 26 anos após a morte do autor. A versão integral só chegaria às prateleiras em 1973. Bulgákov desenrola de maneira magistral sua narrativa, a partir da chegada do diabo em Moscou na década de 1930, acompanhado de uma trupe bizarra formada por um gat