Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Leão de Judá

Onde está a sua esperança?

Nenhum super-herói tem uma carreira mais longeva que Superman. O kryptnoniano está por aí desde 1938, quando estreou em Action Comics 1, graças a imaginação dos jovens Jerry Siegel e Joe Shuster, filhos de imigrantes judeus. Desde sempre Superman carregou consigo uma imagem messiânica – a de um salvador que veio do espaço (o além) para salvar os oprimidos (o povo escolhido) dos malignos que dominam este mundo. No decorrer das décadas seguintes – e até o presente momento – Superman foi revisitado, reprogramado, redirecionado e reinventado por quase uma infinidade de autores. Alguns, bem talentosos, outros, pouco inspirados e até medíocres. Ainda assim, o personagem é dono de uma farta coleção de ótimas histórias, sendo que uma das minhas preferidas é “O Supermendigo de Metrópolis!”. Publicada originalmente em duas partes, em Action Comics 396 e 397 (1971) – e, no Brasil, em Superman 3ª série 94 (EBAL, 1972), depois em Super-Homem  24 e 25 (Editora Abril, 1986) – tem rot...

A melhor história de Natal

Eu não lembro se algum dia, durante a minha infância, cheguei a acreditar em Papai Noel. É muito provável que não, e isso é culpa - ou seria graças [?] - aos meus irmãos mais velhos. "Papai Noel não existe, seu bobo! É o papai que compra os presentes pra gente", diziam aqueles dois terríveis destruidores de fantasia. Hoje, claro, só tenho a agradecer a eles por isso. É que eu não vou com a cara desse Papai Noel que alimenta o consumismo desenfreado no coração das pessoas e afasta o afeto natural que todos nós - e não apenas as crianças - deveríamos ter por Jesus Cristo, o aniversariante do dia, e verdadeiro merecedor de reverência. "Papai Noel, velho batuta, rejeita os miseráveis", conforme aquela música da banda Garotos Podres. Pois é, mas é difícil para nós todos contrariarmos as convenções estabelecidas. Até mesmo quem não é cristão comemora a data e troca presentes (uma tradição que também é atribuída a costumes pagãos). Contudo, o importante mesmo é não ...

O lado oculto dos super-heróis

"[...] A série  Capitão Marvel,  de Bill Parker e C.C. Beck dá um passo adiante na emblemática do  alter ego  super-heróico, e é ainda mais escancaradamente ocultista. Billy Batson é o menino que se transforma numa entidade super-humana ao pronunciar a palavra mágica 'Shazam' – que é a junção das iniciais de uma personalidade bíblica com a de divindades mitológicas, mas também o nome de seu guru.  A origem do Capitão Marvel é apresentada como uma cerimônia de iniciação tal qual a de sociedades secretas da antiguidade. Beck, embora fosse filho de um pastor luterano, trabalhou bem os símbolos místicos espalhados nas histórias – indicando, ao menos, conhecimento de causa –, e a há quem garanta que Parker, o roteirista, fosse maçom." Este texto é apenas um parágrafo de um longo artigo de minha autoria que será publicado em breve em uma revista de circulação nacional. Assim que chegar às bancas, informarei por aqui. Portanto, fique ligado,  intrepid on...

Johnny Blaze se danou!

Há cerca de um mês, no máximo, eu cheguei a trocar algumas breves palavras com Tony Isabella, veterano roteirista de quadrinhos norte-americano, cuja carreira teve uma maior projeção – tanto lá fora quanto aqui – durante os anos 1970. Isabella nunca fez parte do rol de autores mais reverenciados pelos leitores, como alguns de seus contemporâneos da Era de Bronze, tais quais Steve Englehart, Marv Wolfman, Gerry Conway e Frank Miller, mas é possuidor de uma folha de serviços nada inexpressiva. Criou ou escreveu títulos bem conhecidos, entre eles Os Campeões, Capitão América, Luke Cage, Motoqueiro Fantasma e diversas HQs para os magazines de horror da Marvel. Boa parte desse material foi republicada no Brasil, em revistas das editoras Bloch e Abril. Ele também criou o primeiro super-herói negro de maior relevância para a DC Comics: Jefferson Pierce, o Raio Negro. Quem acompanhava os formatinhos da EBAL irá se lembrar dele (e quem não viu, corra logo pro sebo mais próximo de sua casa). Ao...

A triste parábola do Blues

“Acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por meio de parábolas? Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado.” [Mateus 13: 10-11] Afinal de contas, a História em Quadrinho reflete o mundo à nossa volta, ou é somente o resultado legítimo de uma mente criativa e alienada? Nela, tudo é fugaz e despretensioso, ou há mais por trás do nanquim impresso do que possa supor nossa vã sabedoria? Seria o caso do simples acaso, ou não há nada de paranóico em constatar que realmente um grupo de pessoas exerce a manipulação de massa por meio dos – não mais – inocentes gibis? Antes que você comece a pensar que este primeiro parágrafo foi retirado do livro de Fredric Whertam Sedução do Inocente (para muitos, o libelo por excelência do caçador de pêlo em ovo), é preciso deixar claro que estas linhas foram redigidas por um apaixonado quadrinista, editor e pesquisador da dita Arte Seqüencial, OK? Essa conv...