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Mostrando postagens de Setembro, 2011

O mal que não está nos gibis

Em 11 de setembro de 2001 o mundo foi abalado pelo atentado às Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York, que vitimou milhares de vidas inocentes. Houve uma comoção generalizada, e não faltaram homenagens e honrarias à memória dos mortos, tanto no campo cinematográfico, quanto no musical.

Sensibilizada, a Marvel Comics - principal editora de revistas em quadrinhos dos Estados Unidos -, encomendou à equipe criativa de seu personagem mais popular, o Homem-Aranha, a produção de uma história que captasse o sentimento de incredulidade e tristeza do povo americano, em especial, da população nova-iorquina - que é composta por pessoas de todas as nacionalidades.

No que diz respeito à história em si, é perceptível a angústia e a sensação de impotência não apenas em relação ao Aranha, mas também a outros heróis emblemáticos, caso do Capitão América. Afinal, onde eles estavam no momento do ataque? Por que eles, do alto de sua presumível superioridade física e mental não impediram os terro…

Você é Robin ou Wertham?

Se existe um personagem dos Quadrinhos pra lá de ridicularizado e difamado no decorrer dos anos, este é o Robin! Idealizado em 1940 com a finalidade de suavizar a atmosfera soturna das histórias de Batman, e, também, para que os leitores mirins tivessem um herói de sua idade para se identificar, o Menino Prodígio seria acusado na década seguinte de compor um casal gay com o Cruzado Embuçado, devido a envenenadora campanha do psiquiatra Fredric Wertham contra os "malignos" gibis - impetrada, principalmente com o lançamento de seu livro A Sedução do Inocente, em 1954.

Por causa dele se criou um código censor, o "Comics Code", para controlar a violência e a sensualidade das histórias, inúmeras revistas de terror simplesmente desapareceram das prateleiras, cabeças rolaram nas redações; e "agentes comunas" foram apontados para justificar tamanha sandice digna da Idade Média - e viva a Guerra Fria!

Isso teve reflexo no Brasil - que sempre adorou copiar o bom, o …