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As 50 melhores HQs do Homem-Aranha [5 - 1]

Ufa! Chegamos ao momento final desta incrível jornada que é a vida turbulenta e emocionante do Homem-Aranha. Foram 10 postagens em sequência, 50 reviews e inúmeros comentários e observações inteligentes por parte dos leitores.

"Roberto, parece até o final de um dos episódios televisivos do Batman! Quando termina, a gente não sabe como vai aguentar até o desfecho no próximo capítulo", exultou o colecionador Marcus Valério Lins-Barroso, em minha página no Facebook.

Aliás, essa interação toda é que deu sabor especial ao artigo, proporcionando novas interpretações para as HQs selecionadas e, no processo, uma ideia melhor do real impacto que as mesmas tiveram no fandom. 

E agora, vamos em frente com - as tão esperadas - cinco finalistas. Ah! Nem é preciso lembrá-lo que os seus comentários, como de costume, são mais que bem-vindos... OK?

Links das postagens anteriores:

Parte 1 [50 - 46]
Parte 2 [45 - 41]
Parte 3 [40 - 36]
Parte 4 [35 - 31]
Parte 5 [30 - 26]
Parte 6 [25 - 21]
Parte 7 [20 - 16]
Parte 8 [15 - 11]
Parte 9 [10 - 06]

5ª - 24 HORAS PARA MORRER
[Amazing Spider-Man 192]
Tente imaginar a situação: você e a pessoa que mais te odeia no mundo presos a um bracelete-bomba programado para explodir em 24 horas. Essa foi a maneira diabólica que o moribundo Professor Spencer Smythe (criador dos Esmaga-Aranhas) encontrou para se vingar de seus maiores desafetos. Desesperados, eles saem pela cidade em busca de solução, mas nem a polícia, tampouco Curt Connors, consegue ajudar. O tempo passa e a tensão só faz aumentar quando são atacados pelo Mosca. Com o herói temporariamente inconsciente após a luta, Jameson tem a oportunidade de desmascará-lo, mas fica indeciso, afinal o Aranha tinha acabado de salvar sua vida. Há um corte de cena para outros personagens, deixando no ar se Jameson realmente desmascarou ou não o Aranha. Enquanto isso, Mary Jane acredita que Peter Parker lhe deu mais um cano e decide sair com outro cara. A ruiva desapareceria da vida do herói por um bom tempo, retornando apenas em ASM 238 (ver 11ª - Espectros do Passado). Restando poucos minutos para a explosão, Jameson entra em pânico e implora pra ser salvo, ao mesmo tempo em que amaldiçoa o Aranha. No último segundo o herói encontra uma solução e consegue libertá-los da terrível armadilha. Apesar dos apuros que passaram juntos, Jameson demonstra ingratidão. Após o bate-boca, o herói vai embora e Jameson cai no choro. "Você arriscou tudo pra nos salvar e eu não fiz outra coisa a não ser lamuriar", e o desabafo continua: "Sua atitude fez com que eu me sentisse um covarde... e seus olhos viram que eu não sou nem metade do homem que você é", revelando os reais sentimentos de seu coração. Um tremenda história... sem dúvida alguma... pode apostar!
Autores: Marv Wolfman (roteiro) - Keith Pollard e Jim Mooney (arte)



4ª - COMO ERA VERDE O MEU DUENDE!
[Amazing Spider-Man 39 e 40]
Um épico em duas partes, com a estreia de John Romita em Amazing Spider-Man. Num dos momentos - até então - mais originais das histórias em quadrinhos, o vilão descobre a identidade secreta do herói para, em seguida, desmascarar a si mesmo. Norman Osborn era um inescrupuloso empresário que ao sofrer um acidente em seu laboratório, tem sua força física ampliada, e sua mente comprometida. As reais motivações do criminoso finalmente vêm à tona: ele não queria simplesmente ser o chefe do crime em Nova York, mas sim mostrar sua superioridade ao Aranha. Tudo, desde sempre, foi uma questão de egocentrismo. Segue-se uma batalha feroz e o Aranha sai vitorioso. Por causa de sua debilidade mental, Norman tem um surto de amnésia que o faz se esquecer dos acontecimentos mais recentes - como sua vida pregressa de Duende e a identidade secreta do Aranha. A ideia de que o empresário recuperasse a memória passou a atormentar Peter Parker dali em diante. Tá bom pra você ou quer mais? Entendi. Então vamos lá! Um dia Stan Lee e Steve Ditko se desentenderam em relação ao andamento da série e os dois pararam de se falar. Ditko passou a bolar sozinho as tramas, e a Stan caberia apenas colocar o texto. Mas é claro que o roteirista mexia como queria nas motivações e caracterizações dos personagens, o que desagrava Ditko. "Isso não vai ficar assim, você me paga", teria o desenhista falado a Stan. De qualquer forma, Ditko foi trabalhar na Charlton Comics, e o boato que surgiu é que ele saiu por causa de uma disputa pela verdadeira identidade do Duende. Stan disse que Ditko queria que o Duende fosse alguém completamente desconhecido - como no caso do Mestre do Crime (ver 9ª - Tragam de Volta o Meu Duende!), o que seria um tremendo anticlímax para todo o suspense gerado nas HQs anteriores. Ditko demorou a se pronunciar, mas garantiu que a sua ideia sempre foi usar um personagem recorrente na série, de corte de cabelo estranho, que aparecia algumas vezes ao lado de Jameson num clube de executivos. "Eu até coloquei o filho do Duende na faculdade (com o mesmo cabelo diferenciado) pra aumentar a dramaticidade", explicou Ditko ao boletim Robin Snyder: The Comics (2009). Realmente o tal homem de cabelo estranho já aparecia nas histórias desde ASM 23 (confira em Coleção Histórica Marvel: O Homem-Aranha 1, da Panini), e acabou batizado por Stan como "Norman Osborn" na edição 37, a penúltima desenhada por Ditko. Porém, no artigo "Divagando com Romita", publicado no fanzine The Web Spinner (1966), o autor Bob Sheridan garante que Romita teria dito a ele que a intenção de Stan era que Ned Leeds fosse o Duende Verde - partindo do princípio que Ned era atuante na série, conhecido dos leitores e até rival de Peter pelo amor de Betty Brant. Contudo, o editor acabou optando por Norman (curiosamente, duas décadas depois, Ned seria um dos vários personagens a vestir o traje do Duende Macabro). Romita também teria falado a Sheridan que, apesar de Ditko ser praticamente um amador ao chegar na Marvel, Stan sempre o incentivou a evoluir, até que no final das contas Ditko começou a se achar um escritor melhor que Stan. De qualquer forma, com a entrada de Romita, o título logo se tornou o mais popular da Marvel e, em poucos anos, o best seller do mercado. 
Autores: Stan Lee (roteiro) - John Romita e Mike Esposito (arte)



3ª - A NOITE EM QUE GWEN STACY MORREU
[Amazing Spider-Man 121 e 122]
Eu sei que alguns vão querer me enforcar pelo fato dessa HQ não ser a primeira colocada, mas antes de qualquer coisa, eu tenho de ser coerente comigo mesmo. Ora, Gwen sempre foi a minha personagem feminina preferida, então eu não poderia considerar a história de sua morte a melhor de todas, certo? Bem, talvez até seja a melhor, levando-se em conta seu impacto editorial, e de quebrar o tabu de personagens importantes nunca morrerem nos quadrinhos - ainda mais sendo a namorada do herói (sem bem que Janice Cord, namorada de Tony Stark morreu três anos antes, sem muito alarde, em Iron Man 22). De qualquer maneira, talvez você mude de opinião - ou me compreenda - ao ler as resenhas das duas primeiras colocadas. Mas antes de finalizar com as minhas impressões pessoais deste clássico dos clássicos, acrescento um trecho da entrevista que fiz com o roteirista Gerry Conway para o meu livro Stan Lee - O Reinventor dos Super-Heróis, descrevendo seus bastidores: "John Romita era fã das tiras de jornal Terry e os Piratas e Steve Canyon, de Milton Caniff, e admirava o modo como o autor, periodicamente, agitava as coisas, ao matar os personagens principais. Então ele quis matar um personagem importante para reacender o interesse dos fãs pelo Homem-Aranha, e sugeriu que a Tia May morresse. Eu era contra, por uma série de razões, principalmente pelo fato de May ser a âncora moral de Peter. A personificação da sua responsabilidade. Matá-la, enfraqueceria a história. Sugeri, em vez disso, que matássemos Gwen Stacy". O impressionante é que tudo foi feito sem o consentimento de Stan Lee, que na época havia assumido o cargo de publisher, e também sem nenhum alarde midiático - tática imprescindível para as vendas de gibis no século 21. Mesmo assim, a morte de Gwen se configurou no maior choque já provocado no fandom. Uma história triste, violenta e abrupta. Sem chance para despedidas comoventes, de um Peter Parker quase ensandecido, de olhar petrificado. Nem mesmo a morte do Duende Verde (o assassino de Gwen) na segunda parte fez o espectador ficar com a alma lavada. Entre o quase imperceptível "snap" - aquela pequena e maldita onomatopeia indicando que a loirinha quebrou o pescoço -, e a volta por cima de Mary Jane, que renega seu egoísmo instintivo para apoiar Peter em seu momento de dor; me fixo apenas na cena do Aranha abraçando o corpo sem vida de Gwen, e relembrando os momentos maravilhosos que dividiram: "Gwen... não se preocupe, querida... não vou deixar te machucarem. Vai dar tudo certo, você vai ver... tudo vai ser... exatamente como era antes". Sempre que releio essa história, por alguns segundos tenho a esperança que Gwen vai abrir seus lindos olhos azuis... e sorrir novamente.
Autores: Gerry Conway (roteiro) - Gil Kane, John Romita e Tony Mortellaro (arte) 



2ª - SE ESTE FOR MEU DESTINO...
[Amazing Spider-Man 31 ao 33]
Diga lá, intrepid one... tem como uma história assim intitulada não ser no mínimo sensacional? Pra muita gente, essa é simplesmente a melhor HQ do Homem-Aranha de todos os tempos. Com certeza é a mais importante da parceria tempestuosa de Stan Lee e Steve Ditko, isso eu posso garantir! Eram os dias iniciais de Peter Parker na Universidade Empire State, da matrícula ao primeiro dia de aula. Tudo estranho, caras novas. Harry Osborn e a tal rainha da beleza do Colégio Standard, Gwen Stacy dão as boas-vindas. O eterno falastrão Flash Thompson estufa o peito, porém Peter passa indiferente. Pronto. Nascia o fã-clube dos Odiadores de Parker! Todo mundo achando que o rapaz era esnobe, só por ser bolsista, mas na realidade ele estava pra lá de preocupado com a saúde de Tia May. Tempos atrás ele havia doado seu sangue para a velhinha, e agora a radiação que lhe deu poderes estava matando a coitada. Seu chapa Curt Connors (o lado humano do escamoso Lagarto) garantiu-lhe que somente o soro ISO-136 poderia salvar May, mas a gangue do Planejador Mestre interceptou a encomenda, pois o misterioso vilão necessitava do produto para fins escusos. O Aranha invade o covil submerso do Planejador só para descobrir que o canalha é ninguém menos que seu velho inimigo Doutor Octopus. A fúria do herói é tamanha que o vilão decide fugir. Mas infelizmente o Cabeça-de-Teia acaba soterrado sob um gigantesco maquinário. O impacto causa rachaduras na instalação, e a água começa a entrar no ambiente. Os pingos que caem sobre o invólucro do soro - a poucos metros do herói, mas totalmente fora de alcance - funcionam como os tique-taques de um relógio de tortura psicológica. "Qualquer um pode vencer uma luta, quando as chances são favoráveis, mas quando o páreo é duro, quando não há mais esperança, aí sim é que vale", diz a si mesmo o valente Homem-Aranha. Nas cinco páginas e 19 quadros que se seguem, é registrado o maior exemplo de superação e força de vontade na história dos quadrinhos super-heroicos. O Aranha ergue incalculáveis toneladas de aço, pega o soro e deixa-se carregar pela onda gigante que invade o lugar. Quando pensa que tudo está terminado, dezenas de capangas mascarados surgem para matá-lo. O que se vê a seguir é impressionante. Ferido, abalado, quase desmaiando, o herói se recusa a tombar. A imagem de sua tia agonizando permanece em sua mente. Ele luta, ele revida... e mesmo quando todos caem desacordados, o Aranha continua socando o ar... continua exorcizando sua fúria... até se dar conta que venceu. Logo depois Tia May recebe o soro: sua vida foi salva. A cena final é de uma poesia visual e literária comovente, comprovando que Stan e Ditko formavam uma dupla espantosa, apesar dos pesares. Uma sequencia de quatro quadros, do ponto de vista da janela do quarto de Tia May, mostra a figura detonada de Peter se afastando, enquanto o médico de plantão pondera: "Esse Peter Parker com certeza é um bom rapaz. Sincero, educado, devotado a sua tia. É uma pena que não haja muitos jovens como ele. Pena mesmo que alguém como ele não seja um ídolo para os jovens imitar... ao invés de um misterioso e desconhecido caçador de aventuras... como o Homem-Aranha". Nota especial: Décadas depois, o editor Tom DeFalco arranjou um encontro entre Stan e Ditko com a intenção de que voltassem a produzir alguma coisa juntos. Infelizmente, devido aos rigores filosóficos que o desenhista impôs a si mesmo, a reunião resultou apenas em um abraço de despedida. Exceto por um detalhe captado por DeFalco: os olhos de Ditko marejados, enquanto saía da sala.
Autores: Stan Lee (texto) - Steve Ditko (planejamento e arte)



1ª - A TRILOGIA DAS DROGAS
[Amazing Spider-Man 96 ao 98]
Não é o título oficial dessa obra-prima, mas é como ficou conhecida entre leitores e crítica especializada. Ainda me lembro da empolgação que senti ao lê-la pela primeira vez em Homem-Aranha 45, da EBAL, décadas atrás. Provavelmente Stan Lee foi mordido por algum Shakespeare radioativo ao escrever essa brilhante história com tantos elementos ainda tão atuais. Tudo começou em 1971, quando uma agência do governo americano solicitou o apoio da Marvel para uma campanha antidrogas, com a argumentação de que a editora exercia grande influência sobre os jovens. Stan imprimiu uma narrativa ágil, com poucos textos recordatórios, e mais ênfase nos diálogos - num estilo bem próximo daquele que seria adotado pelos roteiristas somente em meados dos anos 1980. A HQ mostra Harry Osborn se afundando no LSD, na tentativa frustrada de esquecer o fora que levou de Mary Jane (aqui retratada magistralmente pelo escritor como uma garota frívola). Assim que os agentes governamentais viram os primeiros esboços, desistiram do projeto, sob a alegação de que o tema era forte demais para ser abordado numa "revista voltada para crianças e adolescentes". Stan riu da falta de tato deles e encampou o projeto até o fim, desafiando, inclusive, o Comics Code (o código de censura dos quadrinhos). Devido à sensibilidade com que o tema foi tratado, não é à toa que a trama rendeu muitos prêmios e aclamação pública. Mas estava longe de ser "apenas" isso. Se na série do Surfista Prateado Stan vocalizou sua filosofia moral, aqui ele liberou um pouco de sua ideologia político-social. "O quanto cê dá duro pelas pessoas? O que já fez para combater as drogas?", desafiou Randy Roberton. "Eu sou só um homem. Não é só responsabilidade minha", defendeu-se Norman Osborn. "Cê é rico e tem influência. Por isso é responsável", Randy provocou. Em meio a esse tiroteio verbal, Peter Parker, sempre ele, tenta salvar o dia. Arrebenta com os traficantes que venderam as drogas ao seu amigo, e enfrenta o Duende Verde num combate dramático sobre os arranha-céus da Big Apple. Mas o melhor ainda estava para acontecer. Gwen volta da Inglaterra, arrependida de ter largado tudo após a morte do pai (ver 27ª - A Volta do Gatuno) e acaba reencontrando Peter na rua. Será que o jovem ia querer a loira de volta? O que você acha? "Essa não! Será que eu pirei de vez? Parece que... estou ouvindo... a voz dela me chamar". Ao chegar ao último quadro, com os dois se beijando e a frase "Quem disse que o Homem-Aranha nunca teve um final feliz?", tive a certeza absoluta que aquela era a história perfeita, com o final mais adequado possível. Quero dizer que se a série do Aranha acabasse justamente daquela maneira, eu não reclamaria. E por isso sou obrigado a admitir: eu não passo mesmo de um romântico inveterado.
Autores: Stan Lee (roteiro) - Gil Kane, John Romita e Frank Giacoia (arte) 



© Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

Comentários

Acertei mais 4

Dá 6 acertos. Quero meu premio,kkkkk

Brincadeiras a parte. Ótima seleção. Errei apenas a colocação, mas no fim quase tudo bateu. ótimo final pra essa série antológica de postagens.
Essa do Aranha e do Jameson também é umas das minhas preferidas, tmbém não lmbrei dela, pena. É do inicio da fase da Abril, lembro que tinha uns 13 anos e fiquei empolgadissimo com essas histórias. O Roteiro do Wolfman e a arte do Pollard são perfeitos.
Depois comento mais na Gibilandia

Abraços

Borges
Roberto Guedes disse…
Isso mesmo, Reginaldo! "24 horas para morrer" saiu em HOMEM-ARANHA 6, da Abril. E se das 10 primeiras colocadas você acertou seis, então estamos sintonizados.

Abração!
Sandro Santos disse…
Todas as escolhidas são clássicas e irretocáveis bate até uma tristeza ao comparar com as histórias produzidas hoje em dia.
Duas coisas que me surpreenderam em sua lista á a não inclusão de Superman vs Homem-Aranha e "Se esse for o meu destino" não estar na primeira colocação, em todos esses anos que o conheço você sempre falou com tanta admiração dessa história que achei que ela em primeiro lugar seria uma barbada.
Cal Duran disse…
Sensacional Roberto! Todas as 5 finalistas marcaram nossas vidas para sempre e lendo seu comentário a respeito de cada história, fica muito claro o motivo de nos apaixonarmos por Peter e por Gwen, nos projetávamos neste universo, E novamente vc me surpreende com ASM 192, essa história foi realmente demais, foi a primeira edição americana que comprei (na maravilhosa Siciliano, eram 2 na Oliveira Lima em Santo André) e que pude ler no original, e mesmo sem entender muito de inglês naquela época, fiquei alucinado com Jameson e o Aranha algemados e não podia acreditar quando caíram e o JJJ prestes a puxar a máscara, que edição! Parabéns, by the way, eu tb era tão apaixonada pela esfuziante Gwen Stacy que procurava só meninas loiras para namorar no ginásio, mas o CDF quatro olhos aqui não teve a sorte de Peter em nenhuma investida, cada mico! Hahaha, valeu!
Roberto Guedes disse…
É verdade, Sandro! Há um abismo gigantesco no quesito qualidade que separa os autores de outrora dos atuais. Esta lista é só uma pequena prova disso.

"Se este for meu destino" é de certa forma a minha HQ prefira também. Mas como não dava pra colocar as duas em primeiro lugar, optei pelo final feliz de "A trilogia das drogas".

Peter e Gwen mereciam isso, não é?

Abração e obrigado por participar ativamente de todas as postagens!
Roberto Guedes disse…
Cal, conforme eu disse no Facebook, seu depoimento é simplesmente sensacional! Desde a narrativa de seu primeiro contato com o gibi importado, como suas experiências com as loiras. O que mais posso dizer? Quem busca sempre alcança, e uma hora você chega lá! Todo Peter Parker merece um final feliz!

Abração!
Heri disse…
Cara, não acredito que a minha preferida ficou em primeiro lugar. Esperei ansiosamente pelo desfecho das postagens, mas nunca imaginei que essa seria o seu primeiro. Li quando tinha 12 anos, talvez muito jovem e sem compreender a essência das coisas, mas a partir daquele dia percebi que ela sempre estaria num lugar especial pra mim até o dia em que decidi que essa seria o meu primeiro lugar. Pensei que a sua seria "A morte de Gwen Stacy", que é até um divisor de águas, mas fiquei muito feliz em compartilharmos da mesma opinião. Quando eu a li ficou na minha cabeça o título "A ameaça paira no ar" como foi publicada em Marvel Especial 2. "Como era verde o meu Duende" também gosto muito a começar pelo título. Parabéns pelas postagens que já com certeza fazem parte da história dos quadrinhos. Valeu!
flavio disse…
Finalmente as 5 primeiras. E desde o começo apostava em 'O dia em que Gwen Stacy morreu' como uma das finalistas.Apesar do fim trágico da personagem, os fãs e até mesmo os editores não esqueceram da loirinha, pois sempre que podem dão um jeito de relembrá-la ou ressucitá-la de alguma maneira. Essa('O dia em que...'), na minha eleição, seria ainda a segunda, pois acho a história seguinte, com a morte do Duende Verde, ainda mais emocionante. A expressão de ódio na face de Peter, em busca de vingança, foi um momento único das histórias em quadrinhos. E o final, com Mary Jane sendo expulsa por Peter de seu apartamento, com ela saindo, e voltando atrás, fechando a porta, é o final de história mais genial dos quadrinhos.Muito obrigado e parabéns por essas 50 melhores,Roberto.Realmente você honrou plenamente a mitologia do Aranha, mostrando conhecimento de um verdadeiro fã.E emocionando todos nós.Um abraço e vida longa.
Roberto Guedes disse…
Pois é, Heri, temos a mesma opinião em relação a finais felizes. Essa HQ das drogas emociona até hoje, mesmo após relê-la tantas vezes.

Obrigado por participar das postagens... e pelos cumprimentos!

Abração!
Roberto Guedes disse…
Flavio, sem dúvida o final com Mary Jane entrou pra história das HQs. Ali, Conway começou a trabalhar o amadurecimento da ruiva.

Agradeço seus comentários precisos e os elogios também. No princípio era só pra dar uma notinha breve sobre cada HQ, mas conforme as postagens se sucediam eu colocava mais e mais curiosidades e informações de bastidores. (rs)

Abração fraterno!
Wendell Morais disse…
Meu caro Roberto Guedes,

Foi um prazer estar com toda esta turma na sua série de postagens revivendo esses incríveis momentos do maior herói de todos os tempos. "O herói que poderia ser você."

É muito difícil escolher as 50 melhores histórias de Peter Parker nesses 50 anos de mitologia, mas você acertou em cheio!

Surpreendeu-me no top 5 ASM #192. Mas lendo seus comentários e revivendo a emoção da história, sem dúvida, sem dúvida alguma, é de arrepia! Especialmente pela reflexão final do nosso querido editor-chefe do Clarim Diário.

Minha HQ preferida ficou em segundo lugar, mas o final feliz entre Peter e GWEN STACY, valem a primeira colocação.

Ficarei aqui aguardando que, um dia, Peter volte!

Abração!

Wendell Morais
Andre Bufrem disse…
Sensacional Guedão.
Muita nostalgia em todas as postagens dessa séria. Que venham mais do tipo.
Quem será o próximo? Hulk, Vingadores?
Só não acredito que o Buggy Aranha não ficou em primeiro! Sacanagem , rsrss.
Com poucas exceções nossos gostos batem perfeitamente.
Senti calta de algun vilões que minha memória afetiva classifica com excelentes histórias, como o Morbius, Lagarto ou o Electro.
Mas está de parabéns. Mais ainda por percebermos sua paixãonpor estas histórias e sua empolgação crescente a medida que a séria ia chegando ao fim.
Enfim, obrigado.
Roberto Guedes disse…
Fala, Wendell!

No final das contas, Marv Wolfman emplacou três histórias entre as 50. Nada mal, hein?

Eu lembrava também que a sua preferida é "Se este for meu destino", mas não esquenta! Conforme comentei antes com o Sandrão, de certa forma ela também é campeã.

Abração, chapa! E brigadão pela participação sempre entusiasmada!
Roberto Guedes disse…
Caramba! Como eu pude esquecer da história do Aranhamóvel? Grande Bufrem! Fico contente que você tenha curtido essa série de postagens. O Morbius realmente é um personagem muito legal - criação do nosso chapa Roy the Boy, mas como estava atrelada à trama do Aranha de seis braços (que como história até que não é ruim), acabei a deixando de fora.

De qualquer forma, entrou aquela da expedição na Terra Selvagem, também assinada por Roy.

Abração, amigo!
Andre Bufrem disse…
Putz. Escrevi pelo celular e ficou bastante truncado... Sorry.
Temos o prêmio de consolação pela história da Terra Selvagem.
Abraço.
Anônimo disse…
legal
Tadeu Olivetti disse…
Roberto; boa noite!!!
Independentemente das preferências entre essa ou aquela história temos o comum acordo de que o Homem-Aranha marcou nossas vidas. A minha, nos anos 70 nos quadrinhos da EBAL. Moro em Rio Claro/SP. e, naquela época, a distribuição das revistas da EBAL eram completamente irregulares. Sofríamos para conseguir comprar um número do escalador de paredes e, muitas vezes, tínhamos que comprar por reembolso postal com a própria editora.
Gostaria, se fosse possível, que você me esclarecesse uma dúvida. No número 34 Homem-Aranha, EBAL em que o herói enfrenta Mistério, há uma passagem em que Peter Parker e Harry Osborn estão diante da fábrica de Norman e este, já recobrou parte de sua memória e com o traje do Duende Verde, observa os dois pela janela. Essa história nunca teve continuidade. O próximo embate entre o Aranha e o Duende foi publicado pela abril em formatinho com Norman ainda recobrando a memória. Você teria outra informação diferente desta? Obrigado pela atenção.
Roberto Guedes disse…
Pois não, Tadeu! Essa história teve continuação, sim. Foi publicada no magazine THE SPECTACULAR SPIDER-MAN 2 (1968). É que aqui no Brasil, tanto a EBAL quanto a Bloch ignoraram, em seus respectivos gibis mensais do Aranha, as histórias que não fossem da Amazing Spider-Man.

[A Bloch até publicou no nº 32 uma HQ da Marvel Team-Up, mas foi só]

Essa HQ só chegou aqui em Marvel Especial 2 (1986), um especial em formatinho da Editora Abril, com capa do brasileiro Watson Portela. Só que a editora cortou várias páginas.

Finalmente em 2007, a referida HQ foi publicada novamente por estas bandas, pela Panini, em HOMEM-ARANHA: GRANDES DESAFIOS 3, desta vez com todas as páginas... e editada por mim.
Unknown disse…
Tudo isso remete a um tempo onde nos encatávamos com as cores fortes da Bloch e com os formatos enormes da EBAL. O cheiro do gibi novo, a alegria intensa de ver nas bancas a revista nova, saber o desfecho da história de um personagem incrível e seus dilemas. Parabéns meu amigo, isso é uma maquina do tempo do bem.
Tadeu Olivetti disse…
Roberto; eu tenho a edição Marvel Especial 2 (1986). A história se inicia com Norman Osborn ainda desmemoriado, diferente do fato de que já havia recuperado a memória em "O Homem-Aranha" nº 34 (EBAL). Acredito ter havido falha de continuidade; de qualquer forma agradeço a atenção.
Roberto Guedes disse…
Tadeu, não teve falha. As duas HQs são simultâneas, foram publicadas no mesmo mês nos EUA. Portanto, não é o caso de se interpretar que a Spectacular 2 (Marvel Especial 2) comece exatamente após o desfecho da ASM 66 (HA 34 da EBAL), entendeu?

Para o leitor entender por que Norman estava vestido de Duende naquela cena em ASM 66, ele teve de comprar a Spectacular 2. Nesta última, tudo foi explicado.

Abração!

Roberto Guedes disse…
Fico contente em saber que as postagens tenham feito você rememorar aqueles tempos incríveis, "Unknown".

Abração!
Tadeu Olivetti disse…
Ok. Roberto; grato pela atenção. Você elucidou uma dúvida de décadas.
Eu achava que o velho Stan tinha perdido o bonde e deixado para trás uma trama que daria um ótimo roteiro para aquele momento.
Parabéns pelo seu trabalho.
Mais uma dúvida; você saberia me dizer se a Panini tem intenção de continuar as publicações das Bibliotecas Históricas Marvel?
Comprei as do Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Demolidor e X-Men; gostaria de possuir as continuidades dessas edições de luxo.
Grande abraço.
Roberto Guedes disse…
Tadeu, não sei dizer se a Panini está com intenção de lançar novos volumes da BHM. Em todo caso, me parece que encadernados normais como os da "Coleção Histórica Marvel" estão tendo uma boa saída.

Abração!
Realmente é impressionante o quanto sua visão sobre o Homem-Aranha é parecida com a minha.

24 Horas Para Morrer foi uma HQ que li uma vez faz tempo num sebo e só consegui pensar que a ideia básica da trama - tirada do filme acorrentados - era muito legal, mesmo eu não curtindo a fase em que ela se insere. Mas talvez seja o melhor thriller de ação das HQs do Aracnídeo.

Como Era Verde o Meu Duende foi simplesmente a HQ que me transformou em fã do Homem-Aranha. Após algumas decepções com HQs dele da época (anos 90)tive acesso às antigas num biblioteca e essa foi a primeira que li lá. Finalmente compreendi a força que o Stan Lee tinha como roteirista, hoje tão subestimada. Destaque para um ponto de virada sem volta na relação entre o herói e o Duende Verde e como Norman saltou aos meus olhos como o maior rival de Peter naquela trama, tanto por sua astúcia, quanto por personalidade, revelando sua identidade de propósito e soltando o Aranha pra lutar contra ele. Só me lembro de pensar em como ele era um milhão de vezes mais foda que Venon, que era muito paparicado nesse tempo.

A Noite em que Gwen Stacy Morreu é até hoje a HQ mais impactante do Aranha e aquela que definiu pra sempre a cronologia para o bem e para o mal. Até poderia considerá-la mais clássica, se não fosse o pequeno detalhe: a história continuou... mesmo com a sensação de que tudo estava sendo interrompido prematuramente. Kurt Busiek foi quem melhor dimensionou o golpe psicológico que a história criou no inconsciente coletivo quando a escolheu para encerrar seu Marvels. O problema não é a história em si. O problema é continuar a saga depois dela. É como se, numa novela, em um par de capítulos na metade da história você matasse tanto a mocinha quanto o vilão. Ou como se antes do fim do primeiro tempo de uma partida de futebol você tivesse expulsos de campo dois dos seus jogadores mais importantes.

Colocar a Mary Jane como uma "nova Gwen", especialmente em outras mídias onde a personalidade original dela é praticamente ignorada é um exemplo claro de desvio de função. Isso sem falar no esforço hercúleo da Marvel em encontrar um vilão que tivesse a mesma relação pessoal com Peter que Norman tinha: daí inventaram até o Octopus casando com a Tia May, tentaram por anos fazer do Harry um vilão, tentaram recomeçar a trama do Duende do zero com o Macabro, inventaram desde o Miles Warren como Chacal até o Eddie Brock como Venon. Nesse saltos e baixos ninguém nunca foi tão marcante. Por isso, mesmo que os fãs torçam o nariz pra ressurreição do Norman eu sempre dou um sorriso quando vejo ele nas revistas. Porque o Peter tem um nível muito específico de diálogo que ele não desenvolve com nenhum outro personagem.

Se Este for o Meu Destino é sempre lembrado como o primeiro e talvez o maior épico do Homem-Aranha, incluindo a clássica cena copiada ao extremo anos depois do Peter levantando aquele monte de peso impulsionado pela desejo de salvar alguém que ama, no caso a Tia May. É a grande preparação da despedida do Steve Ditko do título (ele saiu poucos meses depois) ao mesmo tempo que é a criação de uma lembrança icônica que sempre faz com que todos se lembrem dele. A cena final com o Peter se afastando intercalada pela fala do médico realmente define o Peter como personagem de um modo tão idiossincrático que só Stan e Steve conseguiam compreender.

[Continuação]

A Trilogia das Drogas. Muitas vezes subestimada essa é a HQ mais especial do Homem-Aranha. A começar por toda a história de bastidores que a envolve e que tornou o herói de Stan Lee definitivamente um marco da na cultura popular e na Arte. Mais que isso, quando enfrentou a censura por uma causa pra lá de nobre Lee fez com o Aranha ajudasse as HQs a retomarem o caminho da evolução barrado desde os anos 50. Acho que a contribuição da Trilogia das Drogas pra Nona arte é ainda maior que as histórias da origem e da morte da Gwen.

Além disso, ela tem a receita dos ingredientes perfeitos e você sente que o Stan queria mesmo se superar e provar pros caras que duvidaram que aquilo ia dar certo. Nunca ele, Romita e Kane foram tão criativos e inspirados num arco.

O Peter melancólico e paranoico que descubram sua identidade (Robertson ou Norman), Mary Jane mais piriguete do que nunca ligando o foda-se, Harry e Peter numa tensão crescente, a discussão social levantada pelo Randy contra o Norman, Stan Lee chutando o balde mostrando desde um figurante até o Harry usando LSD, toda a jornada emocional do Norman de recuperar sua memória como vilão até sua redenção heroica como pai, o Aranha e o Duende numa de suas mais fantásticas batalhas, com o Peter naquela situação surreal de não saber se lutava com o Norman ou socorria o Harry até achar a solução emocionante... e, claro, o final mais foda das histórias do Aracnídeo com o espetacular retorno surpresa da Gwen e o Stan "piscando" pro público.

Sinto Saudade até do tempo que eu lia esses Quadrinhos... como todo mundo sempre me identifiquei com o personagem Peter Parker, também fui um nerd CDF de óculos e solitário, também era apegado a um tio que morreu quando eu era adolescente, também era apaixonado por uma menina loira do colégio que usava um arco na cabeça... eu só não fui picado por uma aranha mesmo. rs Mas devo ao Stan, Steve e companhia um grande agradecimento, como todo mundo, porque graças a eles vimos uma vez um mundo onde nós éramos heróis.
Roberto Guedes disse…
Mas que belo relato o seu, Corto! E que satisfação tremenda em saber que compartilhamos de impressões semelhantes em relação à mitologia do Aranha. Gostei particularmente quando você observou que as mortes da Gwen e do Duende foram equivalentes a um filme cujo clímax ocorreu no meio, e não ao final da película.

Penso o mesmo, e até por isso, creio que a "Trilogia" tenha cumprido um papel mais abrangente e de completude na série. A história é simplesmente impecável em todos quesitos (drama, ação, diálogos, caracterizações, motivações etc) e, ainda por cima, vem com aquele final arrebatador.

Forte abraço e... obrigado por participar!
Oi Roberto! Muito legal a seleção de histórias do blog. Sou um leitor que respeita e quer muito ver clássicos publicados, mas não em histórias salteadas e misturadas como a Panini tem feito com a CHM. Eu defendo a continuidade das BHM, agora se não vão mesmo continuar porque a Panini não utiliza melhor o espaço da CHM publicando personagens em ordem cronológica como Demolidor, Quarteto, Thor e Capitão América, mas continuando a publicar alguns mais expressivos no formato de luxo como Homem-Aranha, Vingadores e X-Men (BHM). Um abraço!!
Roberto Guedes disse…
Você tem razão, Fabiano! Publicar as HQs em ordem, sem saltos cronológicos, seria o ideal, mas imagino que essa Coleção Histórica Marvel seja apenas a cópia brasileira de uma coleção estrangeira.

Lá fora há vários tipos de republicações: aquelas com histórias saltadas, por temática (autor ou arco) e aquelas em ordem cronológica. Aqui, devido a fatores econômicos, a Panini deve optar pelo que fica mais em conta para o bolso do leitor. Mas estou só divagando, pois deixei a editora muitos anos atrás e não tenho como saber de suas reais intenções.

De qualquer forma, uma coisa essa CHM já provou: a viabilidade de se republicar material clássico em bancas novamente e com preços acessíveis. Eu sempre bati nesta tecla, e muitos "fundamentalistas modernosos" me contestaram, dizendo que clássicos não teriam mais chance nas bancas.

Mentira deles! As HQs clássicas sempre serão bem-vindas, pois todo mundo curte um produto de qualidade. E se vier com "precinho joia", melhor ainda, é ou não é?

Abração!
Tadeu Olivetti disse…
Comungo também com a opinião do Fabiano. A Panini bem que poderia lançar em ordem cronológia os heróis "secundários" da Marvel com a qualidade da CHM. Namor, Hulk, Quarteto Fantástico, Demolidor, entre outros, seriam colecionáveis por saudosistas e novos leitores. Da maneira como está, dou uma olhada e acabo não comprando.
Anônimo disse…
Esse beijo me lembra alguma coisa...
Nelson Filho disse…
Uma pergunta pra você Roberto. Por que a PANINI não publica históricas clássicas inéditas? As antigas que nunca foram publicadas no Brasil. E são muitas.
Roberto Guedes disse…
Não sei, Nelson. Você vai ter de perguntar para os editores atuais da Panini. abs