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Capitão Mistério e os Quadrinhos europeus

Outro dia mesmo, enquanto organizava minha coleção de revistas, deparei-me com alguns exemplares antigos da importante revista portuguesa O Mosquito, uma das mais tradicionais publicações de Banda Desenhada (Histórias em Quadrinhos) de nossa pátria irmã, que, durante 50 anos, apresentou em suas páginas um leque de personagens e autores dos mais variados e ricos: de Lee Falk a Jayme Cortez, de Jesus Blasco a E. T. Coelho, de Mandrake a Cuto. Infelizmente não tenho muitas edições de O Mosquito, na verdade, as que eu possuo, já são de seus estertores em 1986, adquiridas há mais de 20 anos na saudosa livraria Muito Prazer, localizada na Av. São João, capital paulistana. Uma dessas é o Almanaque O Mosquito 1986, que destaca em sua capa o aventureiro (quase super-herói) Capitão Mistério, criado em 1944 por Emílio Freixas, o “poeta da linha” – de acordo com artigo interno, redigido por Manuel Dominguez Navarro. Freixas nasceu na Espanha, em fins do século 19. Nos anos 1930, começou ...

Entrevista com Stan Lee

Ontem Stan “The Man” Lee fez aniversário! Completou 88 anos de vida, e, praticamente 70 deles dedicados às Histórias em Quadrinhos e à Cultura Pop de uma maneira geral. Como é de costume nessas ocasiões, eu sempre envio os meus cumprimentos para o criador do Homem-Aranha, que responde gentil e prontamente. Bom, todo mundo sabe que há algum tempo tive o privilégio e a honra de entrevistá-lo para a revista Wizmania 50 da Panini (novembro de 2007), colhendo, de tabela, alguns preciosos depoimentos sobre seu período no comando editorial da Marvel Comics que entraram em meu livro A Era de Bronze dos Super-Heróis (HQ Maniacs Editora, 2008). Pois bem, se você perdeu essa entrevista única cedida a um editor brasileiro - e publicada em um veículo impresso - basta, agora, clicar aqui, e baixar o scan pra ler. Lembrando que o arquivo está convertido para o programa de leitura de revistas em computador CDisplay. Caso não o tenha, basta clicar aqui e baixá-lo. No mais, boa leitura, true belie...

Uma legião de monstros

“Terror era a palavra de ordem no Bullpen (a redação da Marvel). Por volta de 1974, quase metade da linha de gibis da editora era dedicada a temas que iam do ocultismo a monstros disformes, passando por lobisomens, zumbis, seres repugnantes e toda sorte de criaturas malditas. Tudo isso porque o gênero estava em alta mais uma vez, tanto em produções para a televisão, como em blockbusters das telonas, como o arrepiante O Exorcista. E quem ainda não estivesse satisfeito, era só comprar um disco de Rock Pesado do Black Sabbath ou do Blue Oyester Cult e ficar com aquela sensação perturbadora de estar sendo observado por detrás da cortina da sala. Para os mais entendidos e propensos a investir em uma cruzada, o mal, definitivamente, estava à solta em meados da década de 1970.” O parágrafo acima faz parte do subcapítulo homônimo do meu livro A Era de Bronze dos Super-Heróis (HQ Maniacs Editora, 2008), e o repriso aqui devido ao atual resgate de popularidade do gênero Terror em várias míd...

Nova promoção meteórica!

É isso mesmo, intrepid one! Mais uma promoção mega-atômica do Manifesto, pra nenhum Papai Noel botar defeito! Comprando as edições Almanaque Meteoro 1 e Almanaque Meteoro 2 (R$ 5,00 cada, frete já incluso) você leva GRÁTIS um exemplar do – hoje raríssimo – fanzine Gibilândia 2, lançado em 2002, para celebrar toda a história da DC Comics nos anos 1970, além de resgatar a passagem de Jack “The King” Kirby pela editora de Superman. Com impressão off-set, no formato 16 x 22 cm, e capa em duas cores (desenhada magistralmente por André Valle com arte-final de Júlio Cesar Zvir), esse quase lendário fanzine traz inúmeras curiosidades de bastidores, como as imposições editoriais de Carmine Infantino, as encrencas de Neal Adams, e depoimentos de feras como Julie Schwartz, Denny O’Neil, Steve Englehart entre outros. Ou seja, por apenas R$ 10,00 você recebe em sua casa duas revistas com o melhor da HQ nacional da atualidade e uma preciosidade do fandom! Mas atenção: a promoção é válida apena...

Gibi: o importante é se divertir

Qual é o sentido de você gastar seu suado dinheirinho em toneladas de revistas, álbuns e edições luxuosas de Histórias em Quadrinhos? Que lógica há em vasculhar sebos imundos à procura de edições raras – quando não menos deterioradas pelo tempo; colecionar ad infinitum títulos exaustivamente republicados em formatos diversos; e adquirir séries novas que já nem te agradam tanto, e que, você, por vezes, apenas compra e coloca na pilha, sabendo que jamais irá ler o referido exemplar? Essas e outras perguntas sempre vêm à tona em rodinhas e listas virtuais de bate-papo dedicadas aos – por que não? – idolatrados gibis. Outro dia mesmo, em um grupo de discussão formado por jornalistas especializados, roteiristas, desenhistas e apreciadores em geral da “Arte Seqüencial”, falávamos pelos cotovelos sobre nossas experiências enquanto amantes contumazes dessa tal HQ! Para alguns amigos, trata-se de algo terapêutico, que faz com que sua mente esqueça os percalços do dia-a-dia. Adentrando no c...

Qual é o Quadrinho licenciado mais legal de todos os tempos?

Certa feita, numa lista de bate-papo virtual, ocorreu um debate sobre qual material de outras mídias foi mais bem adaptado para uma série regular em Quadrinhos. A briga – no bom sentido – foi acirrada, levantando vários, acalorados e interessantes pontos de vista sobre esse ou aquele personagem, e, qual, no cômputo geral, era o bambambã, de fato, das páginas impressas. Nem lembro mais quem ganhou a peleja, mas recordo que Conan, o Bárbaro (oriundo dos pulps ) e Star Wars encabeçaram a lista dos preferidos. Mas não faltaram Pelezinho, de Mauricio de Sousa; O Homem de Seis Milhões de Dólares, produção da Charlton Comics para o seriado televisivo; Os Trapalhões pela Bloch Editores, sob a batuta do lendário editor Edmundo Rodrigues; Speed Racer (a versão latina dos anos 1970, com várias edições lançadas pela Editora Abril); Esquadrão Atari, inspirado no videogame; Rom, o brinquedo que virou um ótimo gibi; Star Trek – a quadrinização original da Gold Key; o Zorro de Alex Toth, base...

E tudo começou com um engodo...

Todo mundo concorda que o Capitão América é um dos mais emblemáticos personagens da poderosa editora Marvel Comics, certo? Pois é... Outro dia, em conversa animada com amigos, o papo rendeu legal sobre a trajetória do Capitão América nas Histórias em Quadrinhos, desde que este estreou nas páginas impressas em 1941, até os anos 1970, quando se rebelou contra o governo corrupto americano de então ( Caso Watergate ), passando a atuar como Nômade. Doravante, voltaria a empunhar o escudo e as cores de sua pátria, para enfrentar uma sociedade secreta que pretendia dominar a América utilizando a tal “Bomba da Loucura”. Uma seqüência bem subestimada pela crítica, mas com pitadas “proféticas” redigidas e pinceladas por Jack Kirby. Não quanto à bomba, mas sim, quanto aos grupos elitistas que dominam o mundo nos bastidores. Mas este não é o assunto desta postagem... Hoje, enquanto separava material para uma pesquisa – nada a ver com o blog aqui –, me deparei com a famosa aventura do Tocha H...