Pular para o conteúdo principal

Postagens

Qual é a medida do homem?

Qual é a medida de um homem? Como podemos defini-lo enquanto ser humano, indivíduo e caráter? Quais as principais qualidades que o destacam em meio à sociedade? A humildade, por exemplo, sempre será reconhecida como uma qualidade a ser realçada e admirada pelas pessoas, não é mesmo? Mas quem realmente é humilde? Como saber? Apesar de toda a sua fama e prestígio, Stan Lee – criador-mor de Homem-Aranha, Incrível Hulk, X-Men etc. –, manteve sempre uma postura despojada e, até um tanto quanto depreciativa de sua própria importância para os fundamentos do Universo Marvel; atribuindo, por vezes, aos seus parceiros geniais (Steve Ditko, Jack Kirby e John Romita entre outros) grande parte dos méritos na elaboração dos conceitos das histórias e personagens; o que gerou em boa parte da imprensa especializada e do fandom uma certa confusão. Ou seja, confundiram a humildade e sinceridade de Stan com má fé e pilantragem. E muita gente de coração ruim – que só vê maldade em tudo – se aproveitou dis...

Como desenha esse Romita!

Enquanto todo mundo corria atrás para comprar a edição 583 de Amazing Spider-Man (amplamente divulgada na mídia), com a presença do novo presidente americano Barack Obama na capa e numa HQ back up – quebrando, no processo, todos os recordes de venda deste início de século – algo muito importante passou aparentemente despercebido, intrepid one. Nada mais, nada menos do que uma capa alternativa da edição, feita por Jazzy Johnny Romita, o infatigável e inimitável Romitão, vulgo Peido Velho do glorioso e saudoso Marvel Bullpen. Como é que um pecado desses foi acontecer, hein? Hein? OK, Obama até que parece um sujeito batuta, mas convenhamos.... quando o lendário Ring-a-Ding desenha alguma coisa, é simplesmente um momento único! Que capa! Que desenho bonito! Ele continua o mesmo! O melhor! O maioral! E desenhando o Aranha! Exagero da minha parte? Bah! Romita rules! Sempre! © Copyright Roberto Guedes

A furiosa arte de Sal Buscema

Em conversa com Roy Thomas há quase três anos, eu comentei o quanto gostava de sua parceria com Sal Buscema na revista do Príncipe Submarino. Foi quando o lendário roteirista e editor me informou em primeira mão que pretendia lançar uma edição especial da Alter Ego em homenagem a carreira do desenhista. Entusiasmado, repassei a notícia para os amigos da lista de bate-papo Marvel BR (9 de novembro de 2006); mas, infelizmente, e até onde sei, tal revista jamais foi lançada. Bom, conferindo hoje as novidades da editora Twomorrows (a mesma que edita o magazine Alter Ego de Roy), deparei-me com o anúncio bombástico da edição Sal Buscema: Comics’ Fast & Furious Artist, que será lançada em 21 de outubro de 2009, mas que desde já pode ser reservada. Há duas versões: a normal, com 176 páginas, e a luxuosa, com capa dura e 16 páginas coloridas a mais. Um desbunde editorial, na linha do livrão de John Romita que comentei tempos atrás aqui, com imagens raras do arquivo pessoal do artista,...

Manifesto a favor das boas idéias bem executadas

Há exatos 40 anos, as revistas da Marvel traziam na página da redação (a famosa Page Bullpen ) a gloriosa coluna mensal de Stan Lee – Stan’s Soapbox –, onde Smiley explicava aos leitores a diferença entre ter uma idéia e o de se saber executar a mesma. Em seu estilo peculiar de comunicação – imbatível, convenhamos -, The Man ponderou que “[Ter] Idéia não é problema. Aqui na redação, não conversamos um com o outro por cinco minutos sem termos um zilhão delas [...] a sacada é desfrutar do tempo adequado para desenvolva-las [...] Todo mundo tem idéias – você, eu, os carteiros – até mesmo a concorrência, que Deus a abençoe! Mas o que realmente conta é o que você faz com elas! [Enfim] Uma idéia é como um violão: não significa nada, a não ser que você saiba como usar aquilo!” Hoje em dia, entretanto, parece que o mote nas grandes redações norte-americanas é seguir exatamente o caminho inverso dessas sábias palavras. Pegam uma idéia já batida e a usam à exaustão, não é mesmo? Nem vou me es...

A calamidade da distribuição de gibis

Em sua coluna para o site do The New York Times de 26 de janeiro deste ano, George Gene Gustines alertava para algumas medidas extremas aplicadas pela Diamond Comic Distributors que atingiriam, principalmente, as pequenas editoras de quadrinhos dos Estados Unidos, e, cujos reflexos começarão a ser sentidos logo mais, a partir de março. A Diamond é a empresa que monopoliza a distribuição dos quadrinhos por lá, e por meio do seu catálogo Preview faz a ligação entre as editoras, os lojistas e os leitores. Diferente daqui, onde as editoras imprimem suas tiragens tomando por base a popularidade de cada título, resultados anteriores de vendas, e em orientações e acordos propostos pelas distribuidoras; na América, as editoras costumam produzir o número de exemplares de cada título (expostos no Preview ) em cima dos pedidos confirmados pelos leitores nas gibiterias, ou “comic shops”, como são chamadas pelos americanos. Com a queda cada vez mais vertiginosa nas vendas de gibis, a distr...

A história não lembrada de Batman

A primeira imagem desta mensagem faz parte da página splash da revista Batman 208 (janeiro/fevereiro de 1969), dos estertores da Era de Prata. É a primeira e única aparição de uma tal “sra. Chilton”. Uma história muito interessante que recontou a origem do Homem-Morcego, desenhada por ninguém menos que Gil Kane, e escrita por E. Nelson Bridwell. Essa edição foi especial, com mais páginas, e intercalou texto e arte inédita com material antigo, para explicar diversos pontos do rico background do herói acumulados durante anos até aquele momento. No decorrer da trama, você fica com a impressão de que a velhinha é maluca. Mas ela realmente não está brincando quando diz que é a “mulher mais importante” da vida do Morcegão. Pode apostar que sim. Mais que Marcia Monroe, Julie Madison,Vicki Vale... O fato é que essa desconhecida sra. Chilton era uma governanta do Dr. Philip, tio de Bruce Wayne. “Sei...”, está você sussurrando meio desconfiado, não é? Bem, foram esses dois que acolheram o...

Quando a RGE salvou a Marvel

Puxa, 30 anos! Lembro como se fosse ontem. Em fevereiro de 1979, as bancas brasileiras surpreenderam os leitores da Marvel com duas novíssimas publicações: Homem-Aranha 1 e O Incrível Hulk 1, ambas da Rio Gráfica e Editora (ou simplesmente RGE, hoje Editora Globo). Eram formatinhos simpáticos e coloridos, com 52 páginas, que traziam duas HQs em cada edição. Até um mês antes, o Cabeça-de-Teia era publicado pela Bloch Editores, e não houve nenhum comunicado oficial na imprensa ou em qualquer revista do “Clube do Bloquinho” de que aqueles personagens americanos mudariam de casa editorial. Exceção, surpreendente, ocorreu na seção de cartas de Kripta 29 (novembro de 1978) da própria RGE, quando, em tom profético, o leitor Jorge Veloso Amorim, de Campina Grande, Paraíba comentou que “[...] sabemos que os heróis do Grupo Marvel atualmente estão desaparecidos (ou quase) no Brasil. Sendo assim, ficamos na expectativa de que sejam relançados em massa por essa editora, como o foram os pers...