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Gibilândia 18 está repleto de super-heróis

Num momento de encolhimento do setor de histórias em quadrinhos em nosso país, com publicações cada vez mais caras, luxuosas e voltadas para um público restrito e abonado, as publicações do selo Guedes Manifesto mantêm o tradicional padrão gibi e periodicidade regular, com material atraente para a maioria dos leitores. Assim, a primeira edição de 2022 do Gibilândia, apresenta HQs dos Estados Unidos, Inglaterra e Brasil, além de um artigo especialíssimo sobre o Homem-Aranha. Três aventuras que exploram, em seus roteiros, aspectos distintos do universo dos super-heróis, e com belíssimos desenhos. MAS ATENÇÃO: a TIRAGEM é LIMITADA, então garanta imediatamente seu exemplar! Para isso, escreva para o e-mail guedesbook@gmail.com e solicite preço e forma de pagamento. O MASSACRE DOS INOCENTES – Rocket’s Blast Comicollector 85, 86 e 87 (1971). Numa época em que crossovers de personagens Marvel e DC não existiam, Brad Caslor produziu uma verdadeira obra-prima da fanedição americana. Cas
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Status Comics 7 celebra os 60 anos da "Era Marvel"

O termo, originalmente criado por Stan Lee, foi uma forma de chamar a atenção dos leitores para a nova linha de super-heróis da Marvel Comics, que teve início com o lançamento da revista Fantastic Four 1 (novembro de 1961). Logo, aqueles personagens humanizados e problemáticos padronizaram um estilo narrativo e ditaram a tendência do mercado americano de gibis pelas próximas décadas. A presente edição do Status não conta pela milésima vez como Homem-Aranha, Thor, Hulk e outros ícones da Nona Arte surgiram, ou elenca as desavenças entre os seus criadores – assuntos amplamente abordados em diversas publicações. Não. O foco é o impacto que os títulos da Marvel tiveram na grande imprensa em seu surgimento, e de como foram adaptados para a televisão pela primeira vez. A IMBATÍVEL ERA MARVEL reúne uma série de depoimentos reveladores de Stan Lee, Jack Kirby, Steve Ditko, Herb Trimpe e John Buscema, entre outras personalidades, para vários órgãos de imprensa (jornais, revistas e até mesm

Sci-fi é o destaque do Gibilândia 17

A nova edição do fanzine é composta por uma seleção de histórias raras e até então inéditas no Brasil. Quadrinho nacional, europeu e americano, além do artigo OS SUPER-HERÓIS SCI-FI DA DC COMICS,  assinado por mim.  A reportagem traz em detalhes o processo de criação dos personagens Flash (Barry Allen), Lanterna Verde (Hal Jordan), Capitão Cometa, Adam Strange, Gavião Negro e Átomo (Ray Palmer), editados por Julius Schwartz; e de como foram determinantes para a consolidação da Era de Prata dos super-heróis. DE VOLTA AO LAR – De Amazing Science Fantasy 1. Trabalho autoral de John Byrne, publicado num fanzine de baixa tiragem em 1975. Uma amostra de seu talento em progressão, e de ideias que adiante usaria em séries como a Os Herdeiros do Apocalipse, da Charlton Comics. FLASH GORDON ENCONTRA O GUERREIRO – Por ninguém menos que Neal Adams. Do fanzine  editado por Doug Murray em 1972, e autorizado pelo King Features, Heritage Flash Gordon 1B. O herói espacial de Alex Raymond encon

Gibilândia 16: Tumba de Drácula e primeira HQ profissional de Frank Miller

A seleção de histórias da nova edição do GB está simplesmente de arrepiar. Material completamente desconhecido no Brasil, já em domínio público e com autores de peso. Tudo isso, embalado pela já conhecida e caprichada impressão gráfica dos títulos Manifesto. BANQUETE REAL – Um conto estilo humor negro publicado originalmente em TWILIGHT ZONE 84 (junho de 1978), da Gold Key. Nada menos que o primeiro trabalho profissional de FRANK MILLER, que logo depois começaria a desenhar o Demolidor para a Marvel. A SOMBRA DA ESPADA – Uma bela adaptação de RICH BUCKLER para um poema de Samuel Coleridge. Saiu no fanzine HOT STUF’ 1 (verão de 1974). Desenhos arrojados, como jamais o artista conseguiu repetir em seus trabalhos para Marvel e DC. O HOMEM QUE ROUBOU A ETERNIDADE – Produção conjunta dos veteranos GARDNER FOX e BILL EVERETT, apareceu em PSYCHO 3 (junho de 1971), um dos vários magazines em preto e branco produzidos pela Skywald Publications, concorrente dos títulos de terror da Wa

Nova edição do Status Comics conta a trajetória dos fanzines e gibis independentes

  A nova edição do   Status Comics  resgata a trajetória das revistas alternativas americanas e brasileiras publicadas desde o princípio do século 20. Títulos que revelaram autores hoje famosos, que exerceram influência na criação de editoras independentes, convenções de quadrinhos e imprensa especializada. Um verdadeiro dossiê dividido em três grandes partes: O fandom americano –  Conta desde a gênese, com o lançamento, em 1926, da revista de ficção científica  Amazing Stories,  que deu início ao movimento dos primeiros grupos de fanzineiros, que tiveram entre seus membros nomes como: Jerry Siegel e Joe Shuster (criadores de Superman), Forresst J. Ackerman (criador de Vampirella) e Julius Schwartz e Mort Weisinger (editores da DC Comics). O artigo conta em detalhes a criação de fanzines clássicos:  Alter Ego,  o primeiro dedicado exclusivamente aos super-heróis, editado por Roy Thomas;  Star Studded Comics,  que publicou os primeiros trabalhos de Jim Starlin, Dave Cockrum e George R.R

Gibilândia 15: homenagens, protótipos e personagens precursores

O novo número do fanzine mais badalado da atualidade reúne material raríssimo dos monstros sagrados das HQs: JOHN BUSCEMA, STEVE DITKO, JACK KIRBY e JOE SIMON, além de dois artigos especiais sobre os icônicos SUPERMAN e SPEED RACER . Em Superman: entre a polêmica e a decepção, uma análise sobre as principais transformações ocorridas com o Homem de Aço após a reformulação empreendida por JOHN BYRNE na segunda metade dos anos 1980. Já Speed Racer, o mais ocidental dos mangás, relembra os quadrinhos do personagem feitos fora do Japão. Adiante, seguem resumos das HQs.  ENTRE NA MINHA SALA – Adventures of the Fly 1, agosto de 1959. Eletrizante aventura criada por Joe Simon e Jack Kirby para a Archie Comics. O vilão Aranha surgiu três anos antes do Homem-Aranha de Stan Lee e Steve Ditko, mas como o leitor poderá observar, exceto pelo nome, ambos personagens não possuem nada em comum. Como curiosidade, o título da história é uma referência ao poema A aranha e a mosca de Mary Howitt,

Adeus, Antero!

  Triste pela morte de Antero Leivas (noticiada por parentes dele no Facebook, em 9 de maio de 2021). Embora a gente nunca tenha se encontrado, o considerava um amigo. Mantivemos contato por telefone e pela internet desde os tempos da Opera Graphica -- quando eu era editor e ele colaborador das nossas publicações. Tínhamos muitas afinidades, as principais, creio, a paixão pelos quadrinhos da Warren e o saudosismo dos tempos do Clube do Bloquinho. Ainda recordo com alegria quando li a entrevista que ele fez com Wilson Vianna, o Capitão Aza, publicada na revista TV Séries 27. Antero, sempre gentil comigo, se dizia fã do Meteoro: "Um personagem com uma ginga carioquíssima, apesar de paulistano", palavras dele eternizadas na seção de correspondência do Almanaque Meteoro 4. Numa de nossas últimas conversas, ele se mostrava um tanto desencantado com os rumos atuais do nosso mercado editorial; e trabalhava como revisor e pesquisador para uma agência ligada ao Centro Cultural Banco