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50 anos de Mylar, o herói misterioso

Em maio de 1967, a editora paulista Taika lançava a primeira edição de Mylar, criação do artista ítalo-brasileiro Eugenio Colonnese, para aproveitar o momento de popularidade com o gênero super-herói, renovado pela chegada dos personagens Marvel à televisão brasileira. Mylar era um alienígena que tinha como missão trazer a paz ao planeta Terra - nem que para isso precisasse usar seus poderosos punhos. Ele trajava uma roupa vermelha bem chamativa e usava u m cinturão atômico, que lhe permitia voar. Seu apelido era "Homem-Mistério", pelo fato de ninguém saber como era sua face, sempre encoberta por uma máscara totalmente fechada. Colonnese contava com a colaboração de Luiz Merí nos roteiros. Após oito edições lançadas o título foi cancelado, e o personagem desapareceu das bancas por um bom tempo, até que, em 1986, foi homenageado - junto a outros personagens e personalidades do mundo real - numa HQ de Watson Portela para o especial  Paralelas, da Press Editorial....

Super-heróis pernambucanos

Sandro Marcelo Farias, ou simplesmente Sandro Marcelo, pode ser definido como um autor arretado. Natural de Pernambuco, Sandro é uma figura constante no cenário de quadrinhos do nordeste do país, participando, desde 2003, de vários eventos e publicações independentes - algumas de sua própria autoria. São os casos das revistas Conversor e Invulneráveis - 16 páginas, capa colorida e miolo P/B. Tratam-se de HQs de super-heróis bem movimentadas, imaginativas e dentro de um universo compartilhado - o Saniverso -, baseadas em Recife. O primeiro é o alter ego fictício do próprio autor. Conversor é um "supra-humano" (como são classificadas as pessoas com poderes especiais no Saniverso), a serviço do Projeto Metagenoma. Ele enfrenta supervilões sobre o céu da cidade, sem saber que há um grupo de políticos corruptos manipulando todos os acontecimentos. Já os Invulneráveis é o supergrupo clássico, com vários personagens e personalidades conflitantes, porém unidos pelo...

Algumas palavras sobre Punho de Ferro

Eu estava com um pé atrás com o seriado do Punho de Ferro transmitido pela Netflix. Além do trailer não ter me empolgado muito, os comentários nas redes sociais, de quem já havia assistido a série toda, não eram nada estimulantes. Alguns diziam que o personagem estava completamente descaracterizado, outros atestavam que o ritmo era lento demais, ou que as cenas de briga eram canhestras - principalmente se comparadas às do seriado do Demolidor. Entrementes a esses comentários desfavoráveis, também fiquei sabendo das acusações de o seriado fazer "apropriação cultural", simplesmente por ser o protagonista um homem branco usufruindo da filosofia e artes-marciais asiática. Ao ser indagado sobre esse assunto, o cocriador do personagem nas HQs, o roteirista Roy Thomas, mostrou-se indignado: "Tento não pensar nisso. Meu Deus! É só uma história de aventura. Essas pessoas não tem mais o que fazer do que se preocupar com o fato do Punho de Ferro não se...

Homenagens ao Meteoro e seus amigos

Enquanto a sétima edição do Almanaque Meteoro não sai, seguem algumas artes bacanas feitas por talentosos desenhistas, que decidiram prestar homenagem ao Mascarado Voador e alguns outros personagens de minha autoria. Assim como eu, tenho certeza de que o leitor do Manifesto vai saber apreciá-las. Meteoro em estilo cartum - Por Mack DK Os Protetores em estilo cartum - Por Mack DK Meteoro dando um recado - Por John Castelhano Guepardo em ação - Por Rom Freire A Protetora - Por Lancelott Martins Zan-Garr - Por Lancelott Martins © Copyright Roberto Guedes. Todos os direitos reservados.

Herói sem graça

Depois da divertida passagem de Mark Waid pela série do Homem sem Medo, a desconfiança foi geral em relação às novas histórias escritas por Charles Soule. E não é para menos: Waid vai deixar saudade, pois escrevia de uma maneira que dificilmente será repetida por outro autor. Seu Demolidor era leve, para cima, enquanto que nos dias de hoje, nas HQs de super-heróis, soar sisudo e depressivo é o lugar-comum. É mais ou menos isso que vemos em Demolidor 12 (fevereiro/2017), da Panini Comics, com desenhos incrivelmente sombrios do veterano artista Ron Garney - algo bem diferente de seu estilo ensolarado visto, por exemplo, em gibis antigos do Capitão América e Homem-Aranha. Não é que a trama seja ruim. Não é! O Demolidor se vê às voltas com um novo vilão no bairro chinês, o bizarro Dezdedos. Uma espécie de mafioso e líder religioso ao mesmo tempo. Além disso, o herói cego ganhou um sidekick: Ponto Cego. Trata-se de um oriental que vive ilegalmente ...

O filme perdido do Homem-Aranha

Ellison como o sofredor Peter Parker Com a disponibilidade da internet, anos atrás chegou ao conhecimento do grande público o primeiro filme do Homem-Aranha, feito em 1969. Na realidade, uma produção não oficial e amadora de Donald F. Glut - ou simplesmente Don Glut, como ficaria conhecido mais tarde, ao se tornar roteirista de quadrinhos, escritor e diretor de cinema, entre outras atribuições artísticas. Contudo, pouco depois, um estudante universitário de Nova York, chamado Bruce Cardozo, produziu outro filme do aracnídeo em bitola de 16 mm, em cores, com cerca de meia-hora de duração, e que contou com o aval do próprio criador do personagem. "Em outubro de 1972, eu escrevi uma carta para Stan Lee explicando o projeto, e recebi como resposta uma entusiasmada aprovação, mas contanto que o filme só fosse exibido sem fins comerciais", explicou Cardozo, em entrevista ao fanzine FOOM 4 (1973). Um Jameson perfeito! Homem-Aranha 1973 O rapaz teve a ajuda de seus...

A primeira HQ do Drácula

O Conde Drácula é um verdadeiro ícone da cultura pop mundial. Ele surgiu em forma de romance pela imaginação do novelista irlandês Bram Stoker, em 1897, e foi adaptado para diversas mídias. Nos quadrinhos, a versão da Marvel Comics - A Tumba de Drácula (abril/1972) - continua a ser a mais reverenciada pelos leitores.  O que muita gente ainda não se deu conta, é que o editor e roteirista Stan Lee já havia transportado o personagem para as HQs em Suspense 7 (março/1951), quando a Marvel ainda era conhecida como Atlas Comics.  A história em quadrinhos de seis páginas intitulada "Dracula Lives!" é considerada, até o presente momento, como a primeira a ser feita com o Rei dos Vampiros e, p osteriormente, dita como canônica, ou seja, pertencente à continuidade do vampiro no Universo Marvel. Embora também não traga as assinaturas de quem a escreveu e desenhou, é comumente aceito que o roteiro seja do próprio Stan Lee, já que ele escrevia praticamente todas as histórias nas...