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Pôsteres dos Super-Heróis Brasileiros

Dando uma fuçada básica pelo Facebook, deparei-me com uma grata surpresa no perfil de Lancelott Martins, fanzineiro dos bons - que, de uns anos pra cá, dedica-se à pesquisa e resgate virtual da memória quadrinística em seu ótimo blog HQ Quadrinhos. Trata-se de pôsteres com inúmeros super-heróis brasileiros, como Meteoro, Vingador Mascarado, Capitão 7, Homem-Força, Penitente, Judoka, Golden Guitar, Fantasticman entre outros tantos. Lancelott assina a arte de cada pôster, que vem mesclada com capas de antigas publicações do herói em questão. No caso de Os Protetores, que criei em meados dos anos 1980, e cheguei a oferecer para as editoras Noblet e Escala, Lance sobrepôs as figuras heroicas de Estrela Negra, Furacão e Montanha à da primeira revistinha independente do grupo, lançada há quase 20 anos (não sei como ele conseguiu essa edição!) com arte do meu, então, parceiro de produção Joe Prado - pra quem não sabe, hoje Joe é o principal agenciador de desenhistas para o mercado amer...

O mal que não está nos gibis

Em 11 de setembro de 2001 o mundo foi abalado pelo atentado às Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York, que vitimou milhares de vidas inocentes. Houve uma comoção generalizada, e não faltaram homenagens e honrarias à memória dos mortos, tanto no campo cinematográfico, quanto no musical. Sensibilizada, a Marvel Comics - principal editora de revistas em quadrinhos dos Estados Unidos -, encomendou à equipe criativa de seu personagem mais popular, o Homem-Aranha, a produção de uma história que captasse o sentimento de incredulidade e tristeza do povo americano, em especial, da população nova-iorquina - que é composta por pessoas de todas as nacionalidades. No que diz respeito à história em si, é perceptível a angústia e a sensação de impotência não apenas em relação ao Aranha, mas também a outros heróis emblemáticos, caso do Capitão América. Afinal, onde eles estavam no momento do ataque? Por que eles, do alto de sua presumível superioridade física e mental não impediram os te...

Você é Robin ou Wertham?

Se existe um personagem dos Quadrinhos pra lá de ridicularizado e difamado no decorrer dos anos, este é o Robin! Idealizado em 1940 com a finalidade de suavizar a atmosfera soturna das histórias de Batman, e, também, para que os leitores mirins tivessem um herói de sua idade para se identificar, o Menino Prodígio seria acusado na década seguinte de compor um casal gay com o Cruzado Embuçado, devido a envenenadora campanha do psiquiatra Fredric Wertham contra os "malignos" gibis - impetrada, principalmente com o lançamento de seu livro A Sedução do Inocente,  em 1954. Por causa dele se criou um código censor, o "Comics Code", para controlar a violência e a sensualidade das histórias, inúmeras revistas de terror simplesmente desapareceram das prateleiras, cabeças rolaram nas redações; e "agentes comunas" foram apontados para justificar tamanha sandice digna da Idade Média - e viva a Guerra Fria! Isso teve reflexo no Brasil - que sempre adorou copiar o bo...

O Quadrinho brasileiro vai vencer!

Se formos levar em conta a profusa produção dos estúdios de Mauricio de Sousa, teremos aqui, um caso de grande sucesso, tanto criativo e profissional, quanto comercial. Aliás, este último aspecto é o que mais se destacou ao longo da carreira de Mauricio, que soube (como poucos neste mundo) transformar seus personagens em marcas registradas de enorme apelo comercial, sem, contudo, perder sua importância cultural. Alguém aí tem coragem de dizer que a Turma da Mônica não se trata de uma legítima HQB? "Ah, mas ele se baseou na Disney, na Luluzinha..." - alguém pode lembrar. E daí? Ou melhor, e por que não? Quando a Editora Abril começou a editar o Pato Donald no Brasil, lá atrás, em 1950, seu fundador, Victor Civita, sabia muito bem que os Quadrinhos Disney tinham tudo para dar certo por aqui. Que eu saiba, nenhum editor/diretor brasileiro (ou radicado por aqui), tinha em mãos um produto tão popular para começar a tocar sua editora como Civita tinha. Assim, com certeza, Maur...

60 anos da 1ª Exposição Internacional de Quadrinhos

Recebi ontem um e-mail de Franco de Rosa, relembrando o importante acontecimento ocorrido no dia 18 de junho de 1951, nas dependências do Centro de Cultura e Progresso, localizado na Rua José Paulino 64, bairro paulistano do Bom Retiro. Portanto, há exatos 60 anos! De lá para cá, muita água rolou por debaixo da “ponte” chamada História em Quadrinho, e, creio, vale aqui, uma pequena recapitulação da pioneira empreitada realizada por cinco jovens apaixonados pela Arte Seqüencial naqueles tempos de outrora: Jayme Cortez, Sylas Roberg, Reinaldo de Oliveira, Miguel Penteado e Álvaro de Moya (o único sobrevivente do evento). Juntos organizaram a tal “Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos” – considerada por muitos, desde então, como a “1 a do mundo” –, que deixou estupefatos vários segmentos da sociedade; mas que teve a ousadia de provar que no Brasil havia sim, amantes de HQs. Sem os recursos e facilidades de que dispomos hoje em dia, os rapazes suaram um bocado para conseg...

Não deixe sua coleção do Meteoro incompleta!

Se você é daqueles que está curtindo cada vez mais as novas aventuras do Mascarado Voador nas páginas do ALMANAQUE METEORO, então não vai querer que as histórias clássicas do nosso herói, reprisadas no título Meteoro Comics, faltem em sua coleção, não é mesmo? Por isso, aproveite que ainda tenho em estoque e reserve agora mesmo seus exemplares autografados, escrevendo para guedesbook@gmail.com – Tá Falado! Meteoro Comics 1 “Participação especial: Raio Negro” A revista traz duas histórias empolgantes: "Quando os heróis se encontram!", de Roberto Guedes (roteiro), Horácio Jordan (desenhos) e André Valle (arte-final), com o encontro de Meteoro e Raio Negro, o clássico super-herói de Gedeone Malagola (detalhe: é a última HQ inédita com Raio Negro, publicada antes do falecimento de Malagola); e "Quem foi Meteoro?", de Roberto Guedes (roteiro) e Marcelo Borba (arte). Trata-se de uma comovente aventura do herói no futuro. SM Editora Formato: 15,5 x 21 cm Capa colori...

Almanaque Meteoro 3 à venda!

É hora de bradar efusivamente intrepid one, sua espera chegou ao fim! O aguardado terceiro número do Almanaque Meteor o finalmente chegará às prateleiras das bancas e livrarias especializadas na segunda semana de junho, mas você já pode reservar seu exemplar AGORA mesmo! E não marque bobeira, pois as 50 primeiras pessoas que fizerem pedidos receberão de brinde um exemplar da revista Meteoro Comics (título com reedições das primeiríssimas histórias do personagem, publicadas originalmente na década de 1990). – São muitas as atrações deste novo Almanaque Meteoro, a começar pela belíssima capa desenhada por Sebastião Seabra, com cores vibrantes de Zé Borba, que mostra o herói beijando uma sensual supervilã – Sweet Suzy – e com a pretendente Laura Lopez completamente chocada (ou seria enciumada?). – Na história de abertura “Doce Beijo, Amarga Decepção”. Roger Mandari e a turma do Colégio Central vão assistir a um show aparentemente imperdível em uma badalada casa de espetác...